Suzane von Richthofen é solta 20 anos após assassinato dos pais
Ela cumpria pena no presídio de Tremembé; crime em outubro de 2002 chocou o país
Suzane von Richthofen é solta 20 anos após assassinato dos pais Suzane von Richthofen foi solta na tarde deste quarta-feira (11/01) 20 anos após sua prisão, em novembro de 2002, pelo assassinato dos pais Manfred e Marísia na zona sul de São Paulo.
A Secretaria da Administração Penitenciária informou, por meio de nota, que a Justiça concedeu a ela a progressão ao regime aberto. O alvará de soltura de Suzane foi cumprido às 17h35. As informações são da Folha de S.Paulo.
Ré confessa, Suzane foi condenada em 2006 e está desde 2015 no regime semiaberto, no qual a execução da pena é realizada em colônias agrícolas, industriais ou em estabelecimentos similares.
De acordo com o código penal, no regime aberto, o condenado deverá, fora do estabelecimento e sem vigilância, trabalhar, frequentar curso ou exercer outra atividade autorizada, permanecendo recolhido durante o período noturno e nos dias de folga.
O regime aberto ocorreu após uma decisão da 2ª Vara de Execuções Criminais de Taubaté, após ser verificado o cumprimento dos requisitos estabelecidos pela Lei de Execução Penal —Suzane foi condenada a 39 anos de prisão pelo assassinato dos pais.
O crime em outubro de 2002 chocou o país. Na época, ela tinha quase 19 anos e era estudante de direito da PUC-SP. Ela e o namorado, à época com 21, encontraram o irmão dele Cristian, 26, e seguiram para a casa. Suzane entrou e foi ao quarto dos pais para constatar que eles dormiam. Depois, acendeu a luz do corredor, e os rapazes golpearam o casal.
Dias após o crime, a compra de uma moto com parte do valor paga em dólares levou a polícia a desconfiar dos irmãos. Em 8 de novembro de 2002, Suzane, Daniel e Cristian foram presos e confessaram ter planejado e matado o casal.
Dentro da prisão, Suzane se tornou evangélica, conselheira de outras detentas, abriu mão de lutar pela herança dos pais, tentou se reaproximar do irmão e, em 2014, se casou com a sequestradora Sandra Regina Ruiz Gomes, 31, conhecida dentro da prisão como Sandrão.
Em 2014, ela teve a oportunidade do regime semiaberto, porém recusou por questões de segurança. Em 2016, ela saiu pela primeira vez da prisão durante o feriado de Páscoa.
O caso ganhou dois filmes lançados na mesma data em 2020. Os longas são baseados nos autos do processo do assassinato do casal Von Richthofen e abordam as versões apresentadas por Suzane e Daniel ao tribunal.
Às vésperas da estreia, Suzane entrou com uma ação contra a produtora Santa Rita Filmes por causa dos longas "A Menina que Matou os Pais" e o "Menino que Matou Meus Pais". A produtora, no entanto, ganhou todas as etapas em primeira instância do processo, que já foi transitado em julgado.
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