João Adolfo Guerreiro
JOÃO ADOLFO GUERREIRO | Tex no Brasil: 75 anos
Gibi de origem italiana, criado em 1948
Gibi de origem italiana, criado em 1948 João Adolfo Guerreiro
A personagem dos quadrinhos italianos, criada em setembro de 1948 (1) e publicada pela Sérgio Bonelli Editore, completou 75 anos de seu surgimento nas bancas e livrarias brasileiras, sendo 55 de circulação ininterrupta, desde fevereiro de 1971.
A primeira vez que Tex Wliler apareceu no Brasil foi em 28 de janeiro de1951, na edição 28 da Revista Júnior, da Rio Gráfica Editora (Globo), rebatizado comoTexas Kid, nome bem ao espírito da época. Ali ficou até o começo de1958, vindo a reaparecer, após um hiato de 13 anos, na Editora Vechi, com seu nome original Tex Willer. Em 1983 voltou para a Rio Gráfica Editora e, desde 1999, é publicado pela Editora Mythos, somando, nesses 55 anos, 676 edições da revista mensal até este fevereiro 2026. A Panini também vem publicando alguns títulos.
Neste mês a Mythos, do editor Dorival Vitor Lopes, lançou o selo comemorativo dos 75 anos de Tex no Brasil, um feito e tanto. Nas histórias, ele é ranger, agente indígena e chefe dos navajos, onde se chama Águia da Noite, quase sempre acompanhado por seus pards Kit Carson, Jack Tigre e Kit Willer.
Como podem ver na imagen acima, Tex não se resume à edição mensal, também possuindo diferentes títulos com periodicidade variada: Tex Gigante (formato grande), Tex Quando Jovem, Graphic Novel, Tex Colorido (os demais títulos são P&B), Tex Anual, dentre outros que vocês podem conferir no site da Mythos.
Tex é publicado em vários países, onde possui clubes de colecionadores que se reúnem frequentemente em encontros estaduais e nacionais. Em português, circula em Portugal e, obviamente, no Brasil. Lá, o grande nome da comunidade texiana é José Carlos Francisco, enquanto por aqui podemos citar, dentre vários, Ge Ge Carsan (PB), Adriano Rainho (SP), Jessé Bicodepena (BA), Edemar Schnornberger (RS) e Adão Ávila (RS).
Vida editorial longa para o ranger e seus pards!
Um bom final de semana pra todos. Cuidem-se, vacinem-se, leiam Tex, vivam e fiquem com Deus.
NOTA:
1 - Originalmente a editora chamava-se Audace, sendo a personagem uma criação literária do roteirista Gianluigi Bonelli e gráfica do desenhista Aurelio Galleppini, o Galep.
REFERÊNCIA:
JÚNIOR, Gonçalo. O mocinho do Brasil: a história do fenômeno editorial chamado Tex. São Paulo: Editora Laços, 2009, 205 p.







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