A urna eletrônica é segura e reflete a vontade do eleitor, garante chefe do Cartório Eleitoral de São Jerônimo
Auditoria realizada hoje visa comprovar a confiabilidade da votação por meio do voto eletrônico, consolidada no país há 22 anos
Juíza Eleitoral Paula Benedet participou da votação simulada Aconteceu na tarde desta
sexta-feira, 28, na sede do Cartório da 50ª Zona Eleitoral, em São Jerônimo, a
auditoria de urna eletrônica prevista na legislação eleitoral.
Escolhida aleatoriamente pela representante da OAB, Laura Maria Miller, a urna
de uma das 198 seções, já preparada para o pleito do dia 7 de outubro, recebeu
30 votos simulados. Antes da votação, foi emitido o boletim de urna contendo apenas
o nome e número de todos os candidatos que concorrem na eleição, sem nenhum
voto computado, por isso conhecido como “zerésima”. Iniciada a votação eletrônica
simulada, paralelamente os votos eram anotados por uma servidora do Cartório. No
final do processo, foi emitido um boletim de urna (BU) e os votos registrados
tanto no papel quanto na urna eram iguais, confirmando a confiabilidade da votação
por meio da urna eletrônica.
Além disso, no dia 7 de outubro, uma urna será sorteada entre todas as seções
do estado para que seja realizada uma votação paralela, na sede do Tribula
Regional Eleitoral (TRE/RS).
A auditoria foi conduzida pelo chefe do Cartório Eleitoral, Luciano França de Britto,
e contou com a participação da juíza eleitoral, Paula Fernandes Benedet,
servidores da Justiça Eleitoral e imprensa. Todos os partidos políticos de São
Jerônimo foram convidados, mas nenhum deles mandou representante.
Para o chefe do Cartório Eleitoral, o processo é totalmente seguro.
- Fizemos todo o procedimento que será realizado no dia 7 de outubro. O
objetivo é dar transparência ao processo e demonstrar que a urna eletrônica brasileira
é segura e reflete a vontade do eleitor: o que for digitado na urna, no final
do dia será computado – disse Britto.
O chefe do Cartório informou, ainda, que todas as 198 urnas da 50ª Zona
Eleitoral já estão preparadas e que existem equipamentos de contingência, cerca
de 15% do total, para substituição caso alguma das urnas apresente problemas no
dia da eleição.
A juíza eleitoral Paula Fernandes Benedet reforça a confiabilidade das urnas.
- O objetivo é tirar essa dúvida da cabeça das pessoas, de que a urna poderia
não ser segura ou ser passível de fraude. O procedimento comprova que a urna é
totalmente segura. Tudo o que foi feito aqui hoje é o que vai ser feito no dia
(da eleição) e não há maneira de ela ser violada. Nosso país é pioneiro no voto
eletrônico, um procedimento simples de eleição, mas que facilita a apuração. Avançamos
muito com a votação eletrônica – disse a juíza.
A magistrada frisou ainda que a Justiça Eleitoral vai realizar a fiscalização no
dia do pleito, especialmente em relação à propaganda eleitoral, para que tudo
ocorra dentro da normalidade e as pessoas se sintam seguras para votar. Ela
destacou também a competência e o esforço dos servidores do Cartório Eleitoral para
que as eleições da 50ª Zona Eleitoral transcorram dentro da normalidade.
Entenda
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) determina que, em todo o
Brasil, as urnas eleitorais possam ser auditadas quando forem preparadas. Com
isso, pretende-se confirmar a confiabilidade da votação por meio do voto
eletrônico, consolidada ao longo de 22 anos. Todos os tribunais regionais
eleitorais devem promover a auditoria, por amostragem, das urnas eletrônicas
utilizadas pelas Zonas Eleitorais de sua circunscrição. No momento em que
ocorrer o carregamento das urnas com os softwares e os demais dados necessários
para o pleno funcionamento das eleições, é escolhida, aleatoriamente, uma urna
de cada Zona, para ser auditada, o que ocorreu hoje em São Jerônimo.






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