Falta de mão de obra preocupa setor da construção civil no Rio Grande do Sul
De acordo com o dirigente do Sinduscon/RS, parte das novas gerações tem optado por atividades informais, como trabalhos por aplicativos, em vez de empregos formais no setor da construção
O presidente do sindicato afirma que as construtoras oferecem salários considerados atrativos, carteira assinada e possibilidade de crescimento profissional, mas enfrentam dificuldades para atrair novos trabalhadores. A escassez de mão de obra tem gerado preocupação no setor da construção civil no Rio Grande do Sul. Segundo o presidente do Sindicato das Indústrias da Construção Civil no Estado (Sinduscon/RS), Rafael Goellner Garcia, as empresas enfrentam dificuldades para contratar trabalhadores, especialmente entre os mais jovens. As informações são do Jornal do Comércio.
De acordo com o dirigente, parte das novas gerações tem optado por atividades informais, como trabalhos por aplicativos, em vez de empregos formais no setor da construção.
— Embora a industrialização e novos sistemas construtivos surjam como alternativas, o setor ainda é profundamente dependente do trabalho humano — afirmou.
Segundo dados do Sinduscon/RS, a construção civil é responsável por cerca de 500 mil empregos diretos e indiretos no Estado. Ainda assim, o sindicato observa um envelhecimento da mão de obra nos canteiros de obras. Atualmente, a média de idade dos trabalhadores é de 41 anos.
— Temos uma preocupação com o envelhecimento dos profissionais e com o desinteresse dos jovens pelo setor — destacou Garcia.
O presidente do sindicato afirma que as construtoras oferecem salários considerados atrativos, carteira assinada e possibilidade de crescimento profissional, mas enfrentam dificuldades para atrair novos trabalhadores.
— Temos salários atrativos e plano de carreira. A nova geração vem se afastando desse tipo de profissão. Estamos perdendo nossos funcionários para aplicativos — disse.
Conforme o dirigente, a situação não se limita ao Rio Grande do Sul e é observada em diferentes regiões do país. Para tentar enfrentar o problema, o Sinduscon/RS pretende promover campanhas voltadas à valorização profissional e à divulgação das oportunidades existentes na construção civil.
— A ideia é realizarmos campanhas de comunicação mostrando a importância do emprego, da valorização profissional e da construção civil — afirmou.
Outro tema que preocupa o setor é o debate sobre mudanças na jornada de trabalho 6x1. Segundo Garcia, eventuais alterações podem provocar aumento nos custos operacionais das empresas e impactar diretamente o valor final dos imóveis.
O dirigente defende que qualquer mudança relacionada à carga horária seja debatida de forma técnica e setorial.
— O setor já vem sofrendo com falta de mão de obra. Somos totalmente dependentes dos trabalhadores na construção civil, e agora vamos ter uma jornada de trabalho diferente — comentou.
De acordo com Garcia, uma eventual redução na jornada exigiria a contratação de mais profissionais, o que poderia elevar custos em diferentes segmentos da economia.






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