JOÃO ADOLFO GUERREIRO | A pintura e a música
Múltiplos seguirá até 23 de julho do Porto 673
João Adolfo Guerreiro
Tu podes ouvir Debussy e criar arte abstrata, ou então pintar aquarelas ouvindo Mozart? Pode e, se tu pensar bem, tem tudo a ver, embora isso seja algo subjetivo. A arte tem muito de subjetivo, de emocional, mesmo que possas fazer determinadas relações estruturais entre diferentes linguagens artísticas de forma racional e objetiva.
O professor de artes, escritor e pintor Cristiano Quintana (de camisa branca na foto acima) fez suas aquarelas e acrílicos sobre tela da exposição Múltiplos, iniciada ontem, ouvindo o jazz bebop do saxofonista estadunidense Charlie Parker, por exemplo. E, justamente para fugir das famosas "caixinhas" em que se costuma colocar e rotular os artistas, juntou paisagens locais e telas abstratas para as pessoas apreciarem no Porto 673, espaço cultural recentemente inaugurado em Charqueadas.
Quintana nos expressa tais relações para o fazer dos artistas: "O cheiro da tinta. O silêncio do pincel tocando o corpo da tela. Amálgama. Muitas vezes eles se perdem na profundidade. Difícil voltar. As cores criam um labirinto em que eles ficam perdidos por dias sem achar a saída. Charlie Parker toca The Bird. Retornam. O som os ancora na realidade".
A exposição Múltiplos de Cristiano Quintana, que tem curadoria do artista plástico e ativista cultural Manoel Henrique Paulo (blusa vermelha na foto acima), seguirá até 23 de julho, de quartas à sábados, das 14h às 18h30 no Porto 673 - avenida Olavo Porto, 673, Charqueadas, RS. Hipermegasuperultra recomendo. Deixo um aperitivo pra vocês nas imagens abaixo.
Um bom findi pra todos. Cuidem-se, vacinem-se, vão à Múltiplos, vivam e fiquem com Deus.





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