Rio Grande do Sul registra terceira maior renda média do Brasil, aponta IBGE
Estado alcançou rendimento domiciliar per capita recorde em 2025, impulsionado pelo mercado de trabalho aquecido e pelo aumento da massa salarial
Estado alcançou rendimento domiciliar per capita recorde em 2025, impulsionado pelo mercado de trabalho aquecido e pelo aumento da massa salarial O Rio Grande do Sul atingiu, em 2025, a terceira maior renda média domiciliar per capita do país, conforme dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O rendimento médio mensal dos gaúchos chegou a R$ 2.772, o maior valor da série histórica da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua, iniciada em 2012.
O resultado representa crescimento de 4,9% em relação a 2024 e coloca o Estado atrás apenas do Distrito Federal e de São Paulo no ranking nacional. No Brasil, a renda domiciliar per capita média ficou em R$ 2.264 em 2025.
Os números refletem um cenário de mercado de trabalho aquecido, avanço dos salários e aumento da circulação de renda no Estado. O rendimento médio proveniente do trabalho alcançou R$ 3.916, também recorde histórico, enquanto a massa mensal de rendimentos do trabalho chegou a R$ 22,6 bilhões.
Outro fator apontado para o crescimento da renda média é o envelhecimento populacional do Rio Grande do Sul. Com redução gradual da população e aumento da renda circulando na economia, o rendimento per capita tende a crescer. O peso das aposentadorias e pensões na composição da renda das famílias também aumentou e passou a representar 20,3% do total no Estado, acima da média nacional.
Ao mesmo tempo, houve redução na participação de programas sociais na renda das famílias gaúchas. O número de domicílios atendidos pelo Bolsa Família caiu 15,6% em relação ao ano anterior, totalizando 347 mil residências beneficiadas em 2025.
O levantamento mostra ainda que 72,3% da população gaúcha possui algum tipo de rendimento, o maior percentual do país. São mais de 8,1 milhões de pessoas recebendo recursos provenientes de trabalho, aposentadorias, benefícios ou outras fontes.
Apesar do desempenho positivo, o crescimento da renda no Estado ficou abaixo da média nacional, que registrou alta de 6,9%. Além disso, os dados apontam que a desigualdade social segue elevada. Os 10% mais ricos concentram 36,8% da massa de rendimento domiciliar per capita, praticamente o mesmo percentual acumulado pelos 70% de menor renda.
As diferenças também aparecem entre homens e mulheres e entre grupos raciais. O rendimento médio masculino permaneceu superior ao feminino, enquanto pessoas brancas registraram renda média acima da observada entre pretos e pardos.
No mercado de trabalho, o Rio Grande do Sul apresentou uma das menores taxas de desemprego do país. No primeiro trimestre de 2026, a desocupação ficou em 4%, abaixo dos 5,3% registrados no mesmo período do ano passado. O contingente de pessoas ocupadas chegou a 5,895 milhões, enquanto a massa salarial atingiu R$ 23,9 bilhões.
Em Porto Alegre, a renda média foi ainda maior, alcançando R$ 6.490, embora a taxa de desemprego na Capital tenha ficado acima da média estadual, em 4,5%.





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