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São Jerônimo, RS,09/05/2026

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MARCELO NORONHA | Mãe: uma palavra que abraça a alma

Neste Dia das Mães, faço quase um pedido, uma súplica, para todos que ainda podem abraçar suas mães: abracem. Beijem. Digam que amam.

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MARCELO NORONHA | Mãe: uma palavra que abraça a alma
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Marcelo Noronha*

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Mãe.

Talvez não exista palavra mais forte, mais doce e mais carregada de sentimento. Basta pronunciá-la para alguma coisa se mover dentro do peito. “Mãe” tem som de abrigo, de colo, de proteção. Tem cheiro de comida pronta, de preocupação silenciosa e de amor que nunca pede nada em troca.

Neste Dia das Mães, meu coração inevitavelmente encontra o nome de Oranda Noronha. E por mais que eu já tenha exaltado sua história outras vezes, entendo que nunca será demais falar sobre sua bravura. Porque existem mulheres que passam pela vida… e existem mulheres que sustentam vidas inteiras com as próprias mãos.

Minha mãe foi uma dessas mulheres.

Ficou com dez filhos ainda adolescentes e crianças. Dez vidas dependendo da sua coragem, da sua renúncia e da sua força. E mesmo diante das dificuldades que poucos suportariam, ela não recuou. Seguiu em frente. Com lágrimas escondidas, cansaço acumulado e fé no coração, transformou luta em cuidado e ausência de conforto em presença de amor.

Hoje, olhando para trás, consigo entender ainda mais o tamanho da sua grandeza. Porque ser mãe já é um ato de entrega. Ser mãe de dez filhos, carregando responsabilidades imensas sem abandonar o amor, é quase um ato de heroísmo silencioso.

E talvez seja isso que mais emocione quando pensamos em mães: elas fazem o impossível parecer apenas obrigação. Sofrem caladas, enfrentam tempestades e ainda encontram forças para perguntar se os filhos comeram, se chegaram bem, se estão felizes.

Neste Dia das Mães, faço quase um pedido, uma súplica, para todos que ainda podem abraçar suas mães: abracem. Beijem. Digam que amam. Sentem ao lado delas por mais alguns minutos. Porque o tempo passa rápido demais e um dia a saudade ocupa o lugar que antes era preenchido pela presença.

E saudade… saudade pesa.

No meu caso, ficou ela. Muita saudade. Saudade da voz, do olhar, da força e até das pequenas coisas que pareciam simples, mas hoje fazem falta de um jeito impossível de explicar.

Mas também ficou o orgulho. O orgulho de ter sido filho de uma mulher gigante. De uma mãe chamada Oranda Noronha, cuja história jamais será esquecida enquanto existir alguém para lembrar do amor que ela espalhou pelo mundo através dos filhos.

Feliz Dia das Mães para todas aquelas que transformam dor em resistência, medo em coragem e amor em legado.


Marcelo Noronha, jornalista


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