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São Jerônimo, RS,30/05/2026

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El Niño deve se formar a partir de maio e pode provocar extremos climáticos no Brasil

Fenômeno climático aumenta risco de enchentes no Sul e seca no Norte e Nordeste ao longo de 2026

Sentinel-6 Michael Freilich / Nasa
El Niño deve se formar a partir de maio e pode provocar extremos climáticos no Brasil Fênomeno El Niño capturado pela Nasa
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O fenômeno El Niño deve começar a atuar no Brasil a partir de maio, trazendo ondas de calor e uma série de impactos climáticos em diferentes regiões do país. Dados recentes da NOAA indicam probabilidade crescente de formação do fenômeno, com 62% de chance de consolidação entre junho e agosto.

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Caracterizado pelo aquecimento anormal das águas superficiais do Oceano Pacífico Equatorial, o El Niño altera o padrão dos ventos e influencia o clima em escala global. Esse processo interfere diretamente na distribuição de chuvas e temperaturas.

No Brasil, os efeitos tendem a ser contrastantes entre as regiões. De acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia, o Sul pode enfrentar aumento no volume de chuvas, elevando o risco de enchentes, enquanto o Norte e o Nordeste devem registrar períodos de seca mais severa.

Já no Sudeste e no Centro-Oeste, a previsão é de chuvas irregulares e temperaturas acima da média, com maior frequência de ondas de calor. A tendência é que esses impactos se intensifiquem ao longo do segundo semestre, com probabilidade superior a 80% de ocorrência do fenômeno até o fim de 2026.

Mesmo com previsão inicial de intensidade entre fraca e moderada, especialistas alertam que, em um cenário de mudanças climáticas, os efeitos podem ser mais severos. Entre os principais riscos estão eventos extremos, como períodos prolongados de estiagem e precipitações intensas em curto intervalo de tempo.

Na agricultura, os impactos também preocupam. A redução de chuvas no Norte e Nordeste pode comprometer lavouras pela falta de água, enquanto o excesso de precipitação no Sul pode prejudicar a produtividade, dificultar a colheita e favorecer o surgimento de doenças nas plantações.

Há ainda a possibilidade, considerada baixa até o momento, da formação de um chamado “super El Niño” ao longo de 2026, cenário que ampliaria ainda mais os efeitos sobre o clima.


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