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São Jerônimo, RS,28/05/2026

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Abras defende escala 5x2, mas pede flexibilização nas regras de contratação

Entidade do setor supermercadista afirma que mudanças na jornada de trabalho precisam considerar as particularidades de cada segmento da economia

Antonio Cruz / Agência Brasil
Abras defende escala 5x2, mas pede flexibilização nas regras de contratação O setor supermercadista também demonstra preocupação com possíveis dificuldades na reposição de mão de obra.
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A Associação Brasileira de Supermercados (Abras) manifestou apoio à adoção da escala 5x2 após a aprovação, pela Câmara dos Deputados, da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que prevê o fim da escala 6x1 e reduz a jornada semanal máxima de 44 para 40 horas sem redução salarial.

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Apesar de defender a mudança, a entidade avalia que a nova legislação deve ser acompanhada de modelos mais flexíveis de contratação para evitar impactos sobre o emprego, o abastecimento e a operação do setor supermercadista.

Segundo a Abras, diferentes segmentos da cadeia produtiva possuem características próprias de funcionamento, o que exigiria regras mais adaptáveis à realidade de cada atividade econômica. A entidade cita como exemplo as diferenças operacionais entre indústria, varejo, setor leiteiro e frigorífico.

O setor supermercadista também demonstra preocupação com possíveis dificuldades na reposição de mão de obra. Conforme a associação, atualmente existem mais de 300 mil vagas abertas em todo o país no segmento.

A entidade defende que modelos como o regime horista poderiam ampliar a flexibilidade para empresas e trabalhadores, contribuindo para o preenchimento das vagas disponíveis e reduzindo impactos ao consumidor final.

A PEC aprovada pela Câmara prevê um período de transição de 14 meses após a promulgação da emenda constitucional. O texto também estabelece a possibilidade de criação de medidas transitórias voltadas a microempreendedores individuais (MEIs), microempresas e empresas de pequeno porte, desde que haja manutenção dos níveis de emprego.

A proposta segue agora para análise do Senado Federal, onde ainda poderá sofrer alterações antes da votação definitiva.


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