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São Jerônimo, RS,09/04/2026

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RS recebe novo lote de vacinas da gripe e Estado reforça envio aos municípios

Mais de 900 mil doses serão distribuídas na quinta-feira, e vacinação continua para públicos prioritários

Ministério da Saúde / Divulgação
RS recebe novo lote de vacinas da gripe e Estado reforça envio aos municípios Mais de 900 mil doses serão distribuídas na quinta-feira, e vacinação continua para públicos prioritários
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O governo do Estado, por meio da Secretaria da Saúde (SES), realiza nesta semana a distribuição de um novo lote de vacinas contra a gripe (influenza) para os municípios do Rio Grande do Sul. Ao todo, mais de 900 mil doses serão encaminhadas na quinta-feira (9/4) às prefeituras por meio das coordenadorias regionais de saúde, reforçando a campanha de vacinação em todo o Estado.

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As doses fazem parte do terceiro lote enviado pelo Ministério da Saúde, o qual foi recebido pelo Estado nesta quarta-feira (8/4). Com o novo envio, o Rio Grande do Sul já contabiliza 1.784.000 doses disponibilizadas para a estratégia de imunização contra a influenza em 2026. Dessas, 1.686.570 já foram encaminhadas diretamente aos municípios.

A campanha de vacinação foi aberta oficialmente em 28 de março, data em que alguns municípios promoveram ações especiais para o Dia D. Até o momento, cerca de 474 mil doses já foram aplicadas no Estado. Entre os grupos prioritários (crianças maiores de 6 meses e menores de 6 anos, idosos com 60 anos ou mais e gestantes), a cobertura vacinal está em 11,1%. Esses três grupos receberam 347 mil do total já aplicado. A meta é vacinar 90% desses públicos.

Sintomas e proteção

No Rio Grande do Sul, aproximadamente 5,2 milhões de pessoas estão incluídas nos grupos elegíveis para receber a vacina contra a gripe. O vírus influenza pode causar uma doença respiratória que varia de quadros leves até formas graves, com necessidade de hospitalização – especialmente entre crianças pequenas e idosos. Os sintomas mais comuns são febre alta, dores no corpo, dor de garganta, dor de cabeça, coriza, tosse e cansaço intenso.

A vacinação é a principal forma de prevenção contra as complicações da gripe e contribui para a redução de internações e óbitos, além de ajudar a proteger toda a comunidade. A SES reforça a importância de que as pessoas dos grupos prioritários procurem a unidade de saúde assim que a vacina estiver disponível no município.

A imunidade conferida pela vacina não é imediata: o organismo leva entre duas e quatro semanas para atingir o pico de proteção. Por isso, vacinar-se o quanto antes é fundamental, pois garante que o sistema imunológico esteja preparado antes do período de maior circulação do vírus, que ocorre no inverno. A proteção da vacina é maior nos primeiros meses e pode durar de seis a 12 meses, motivo pelo qual a vacinação é recomendada todos os anos.

Estimativas por grupo prioritário

  • Crianças de 6 meses a menores de 6 anos: 662.692
  • Gestantes: 84.055
  • Puérperas: 13.812
  • Idosos com 60 anos ou mais: 2.380.658
  • Povos indígenas: 40.704
  • Quilombolas: 17.552
  • Pessoas em situação de rua: 4.128
  • Trabalhadores da saúde: 453.064
  • Professores (básico e superior): 153.385
  • Profissionais das forças de segurança e salvamento: 28.178
  • Forças Armadas: 38.899
  • Pessoas com deficiência permanente: 464.668
  • Caminhoneiros: 128.564
  • Trabalhadores do transporte coletivo: 29.034
  • Trabalhadores portuários: 4.051
  • Trabalhadores dos Correios: 5.347
  • População privada de liberdade e funcionários do sistema prisional: 41.693
  • Pessoas com doenças crônicas: 665.072
  • Total: 5,2 milhões

Influenza no Rio Grande do Sul

O Rio Grande do Sul já contabiliza, neste ano, 107 hospitalizações e nove óbitos em decorrência de complicações causadas pela gripe. Os números são semelhantes aos registrados no mesmo período do ano passado, quando aconteceram 127 internações e dez mortes, o que reforça a importância da prevenção desde o início da campanha de vacinação.

Em 2025, o impacto da gripe foi significativo na saúde da população gaúcha, com mais de 3,4 mil hospitalizações (um aumento de 48% em relação a 2024) e 598 óbitos (número 106% maior do que o do ano anterior). A maioria dos casos graves ocorreu entre pessoas não vacinadas: 79% dos hospitalizados e 76% das pessoas que foram a óbito não haviam recebido a vacina.

Os idosos foram os mais afetados pela doença, representando 55% das internações e 77% dos óbitos no último ano. As crianças menores de 5 anos formaram o segundo grupo com maior número de internações, correspondendo a cerca de 18% dos casos. Os dados reforçam a importância da vacinação, especialmente entre os grupos mais vulneráveis.


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