Bolsonaro recebe alta hospitalar e segue para prisão domiciliar em Brasília
Ex-presidente deixou hospital após tratamento de pneumonia e deverá passar por cirurgia no ombro nas próximas semanas
Ex-presidente Jair Bolsonaro O ex-presidente Jair Bolsonaro recebeu alta hospitalar na manhã desta sexta-feira (27) e seguirá para prisão domiciliar em Brasília. A informação foi confirmada por sua equipe médica após o período de internação no hospital DF Star.
De acordo com o médico responsável, Brasil Caiado, Bolsonaro deverá passar por um procedimento de artroscopia no ombro direito dentro de aproximadamente quatro semanas. A previsão é que a cirurgia ocorra no fim de abril, após a realização de exames e avaliações clínicas.
O ex-presidente estava internado desde o dia 13 de março, após apresentar quadro de broncopneumonia bacteriana bilateral. Ele foi levado ao hospital com sintomas como febre alta, queda na saturação de oxigênio, sudorese e calafrios. Segundo a equipe médica, as últimas 24 horas de internação transcorreram sem intercorrências, embora tenha sido registrado um pico hipertensivo no início da semana, controlado com medicação.
A transferência para prisão domiciliar foi determinada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), com base em parecer favorável da Procuradoria-Geral da República, que considerou o estado de saúde do ex-presidente. A medida tem prazo inicial de 90 dias.
Durante o período, Bolsonaro será monitorado por tornozeleira eletrônica e deverá permanecer restrito à sua residência. A decisão também estabelece regras rigorosas, como a proibição do uso de celulares, redes sociais e qualquer meio de comunicação externa.
As visitas também foram limitadas. Apenas os filhos poderão comparecer, em dias e horários determinados, mediante controle das autoridades. A fiscalização ficará a cargo da administração penitenciária, que deverá encaminhar relatórios periódicos à Justiça.
Bolsonaro cumpre pena de 27 anos e 3 meses de prisão por crimes relacionados à tentativa de golpe de Estado e outras condenações já confirmadas pelo STF.






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