Desemprego fica em 5,8% no Brasil, mas subutilização cresce no trimestre até fevereiro
Dados do IBGE indicam aumento recente na desocupação e avanço da subutilização, apesar de melhora na comparação anual e alta na renda média
Dados do IBGE indicam aumento recente na desocupação e avanço da subutilização, apesar de melhora na comparação anual e alta na renda média A taxa de desocupação no Brasil ficou em 5,8% no trimestre encerrado em fevereiro de 2026, segundo dados divulgados pelo IBGE. O índice representa aumento em relação ao trimestre anterior, quando era de 5,2%, mas queda frente ao mesmo período do ano passado, que registrava 6,8%.
Ao todo, cerca de 6,2 milhões de pessoas estavam desempregadas no país. O número cresceu na comparação trimestral, mas recuou 14,8% em relação ao ano anterior, o que representa 1,1 milhão de pessoas a menos fora do mercado de trabalho.
Já a taxa de subutilização da força de trabalho — que inclui desempregados, subocupados e desalentados — atingiu 14,1%, acima dos 13,5% registrados no trimestre anterior. Apesar da alta recente, o indicador apresenta queda na comparação anual, quando estava em 15,7%.
A população ocupada foi estimada em 102,1 milhões de pessoas, com leve queda de 0,8% no trimestre, mas crescimento de 1,5% em relação ao mesmo período de 2025. O nível de ocupação ficou em 58,4%.
Outro destaque foi o rendimento médio real habitual, que chegou a R$ 3.679, com alta de 2,0% no trimestre e de 5,2% no ano. A massa de rendimentos também cresceu, alcançando R$ 371,1 bilhões.
A taxa de informalidade permaneceu elevada, atingindo 37,5% da população ocupada, o equivalente a 38,3 milhões de trabalhadores informais.
Os dados indicam um cenário de recuperação no mercado de trabalho em relação ao ano passado, mas com sinais de desaceleração no curto prazo, refletidos no aumento da desocupação e da subutilização no trimestre mais recente.






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