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São Jerônimo, RS,31/03/2026

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MARCELO NORONHA | Quando o zagueiro esquece o lado do campo

Isso não é sobre o zagueiro fazendo gols contra

Reprodução / IA
MARCELO NORONHA | Quando o zagueiro esquece o lado do campo
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Marcelo Noronha *

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Imagine a cena: o zagueiro do seu time, aquele que veste a camisa com o escudo no peito e promete defender as cores do clube até o fim, resolve inovar. Em vez de afastar a bola, começa a empurrá-la com categoria para dentro do próprio gol. Um, dois, três… e lá está ele, comemorando discretamente enquanto o goleiro observa atônito, a torcida grita de desespero e o técnico finge que está tudo bem — afinal, o “craque” ainda tem contrato.

A cada nova rodada, o sujeito aparece nas estatísticas: presença confirmada, desempenho duvidoso. Enquanto o time afunda na tabela, ele segue recebendo seu salário religiosamente, talvez até treinando num campo particular em outro país, quem sabe. É que defender o time, ao que parece, virou um conceito bastante flexível.

O torcedor, esse ser de fé inabalável, continua acreditando que um dia o zagueiro voltará a jogar sério, a vestir a camisa com orgulho e a lembrar de qual lado do campo está a própria meta. Mas o tempo passa, e o placar contra só aumenta.

E ainda assim, o homem segue lá, fichado, pago e, curiosamente, aplaudido por alguns que dizem: “ele tem seus motivos”.

Mas convenhamos — nenhum time aguenta por muito tempo um jogador que marca mais gols contra do que a favor.

Isso não é sobre o zagueiro fazendo gols contra.


(*) Marcelo Noronha - jornalista


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