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São Jerônimo, RS,29/04/2026

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Retomada do polo naval de Rio Grande é será em 2026

Projeção de mais de mil empregos diretos deve se concretizar a partir de março

Ecovix / Divulgação
Retomada do polo naval de Rio Grande é será em 2026 Atividade em curso é o desmanche de plataformas da Petrobras adquiridas pela Gerdau
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O Estaleiro Rio Grande, símbolo do auge e da crise da indústria naval gaúcha, vive uma nova fase de espera. Desde que o Consórcio Maré Nova — formado pelas empresas Ecovix e Green Port — firmou contrato com a Transpetro, em fevereiro deste ano, o estaleiro se prepara para construir quatro navios do tipo Handy Max. As informações são do Jornal do Comércio.

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A expectativa inicial era de que as obras começassem ainda em 2025, marcando a retomada do polo naval. No entanto, o cronograma sofreu atrasos, e o início das atividades foi remarcado para março de 2026. Na primeira semana de outubro, uma comitiva da Transpetro e da Petrobras esteve em Rio Grande, no Sul do Estado, para inspecionar o estaleiro e acompanhar os preparativos.

No fim deste mês, representantes da Ecovix, da Green Port e da Transpetro viajarão à Noruega para reuniões com a Kongsberg Maritime, empresa responsável pelo projeto técnico dos navios. Após os encontros, deverão ser emitidos os primeiros desenhos oficiais, abrindo caminho para o início da montagem.

— É um projeto complexo que estamos conduzindo com um time muito qualificado de profissionais nacionais e internacionais, afinando os últimos passos para começarmos a construção — afirma Robson Passos, representante do consórcio.

A estimativa é de que os trabalhos gerem mais de mil empregos diretos no polo naval, podendo chegar a 1,4 mil no pico da produção, entre o segundo semestre de 2026 e o primeiro de 2027. Segundo a Prefeitura de Rio Grande, considerando os impactos indiretos, o total pode ultrapassar quatro mil postos de trabalho.

O investimento total é de aproximadamente US$ 278 milhões — cerca de R$ 1,5 bilhão pelo câmbio atual — e o primeiro navio deve ser entregue até o fim de 2027. As embarcações terão capacidade para transportar entre 15 e 18 mil toneladas de porte bruto e serão projetadas para reduzir em até 30% as emissões em comparação com os modelos atuais da frota da Transpetro.

O novo cronograma difere do anunciado em junho pelo diretor operacional do Estaleiro Rio Grande, Ricardo Ávila, que previa o início das obras ainda em 2025. Entre os trabalhadores, o adiamento causou frustração.

— O contrato foi anunciado em fevereiro, e até hoje vivemos só de expectativa. Muitos profissionais voltaram para Rio Grande achando que já haveria trabalho, e não há — relata Sadi Machado, tesoureiro do Sindicato dos Metalúrgicos (Stimmmerg).

De acordo com ele, a única atividade em curso é o desmanche de plataformas da Petrobras adquiridas pela Gerdau, com baixo potencial de contratação.

— Foi feito barulho, mas quem realmente constrói ainda espera a oportunidade — completa.

O secretário municipal de Desenvolvimento, Inovação e Economia do Mar, Vitor Magalhães, reconhece a ansiedade, mas acredita que a cidade vive uma oportunidade ímpar de retomada industrial.

— Ver o estaleiro voltando às grandes obras é motivador. Nossa prioridade é garantir que o maior número possível de rio-grandinos tenha emprego digno. Estamos em diálogo constante com a Ecovix para facilitar o que for necessário — afirma.

Magalhães acrescenta que a prefeitura busca parcerias para qualificar mão de obra local e promover rodadas de negócios entre empresas da cidade e o consórcio.

— Queremos que as empresas de Rio Grande também se beneficiem, fornecendo produtos e serviços com qualidade e preço competitivo. Essa engrenagem é que vai consolidar o retorno do polo naval — diz.

Atualmente, a Ecovix mantém cerca de 220 funcionários, responsáveis por ajustes estruturais e preparação do maquinário. O plano é ampliar o quadro gradualmente, acompanhando o avanço da produção, até atingir o pico de 2026.

Com o horizonte de novos contratos, Rio Grande tenta deixar para trás o ciclo de altos e baixos da última década.

— A indústria naval tem um peso enorme na cidade. Quando ela se move, toda a economia se move junto — resume Magalhães.


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