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São Jerônimo, RS,15/02/2026

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Instituições se alinham para potencializar pesquisas em olivicultura

Rio Grande do Sul é o maior produtor de azeite e azeitonas em conserva do Brasil, com área plantada de 5 mil hectares

Fernando Dias/Ascom Seapdr
Instituições se alinham para potencializar pesquisas em olivicultura Rio Grande do Sul é o maior produtor de azeite e azeitonas em conserva do Brasil
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A formação de um núcleo que envolve seis entidades para potencializar a área da olivicultura, integrando as linhas de pesquisa e pensando em formas de transferir os resultados dos estudos para o setor produtivo, foi tema de uma reunião realizada na semana passada. Participam da iniciativa a Secretaria da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural (Seapdr), Embrapa Clima Temperado e as universidades Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Federal de Pelotas (UFPel), Federal do Pampa (Unipampa) e Federal de Santa Maria (UFSM).
- Em um cenário de dificuldades financeiras, é muito importante otimizar recursos e pessoas para que o Estado evolua em conhecimento na área da olivicultura - diz o secretário Covatti Filho.
De acordo com a coordenadora da área de Olivicultura no Departamento de Diagnóstico e Pesquisa Agropecuária (DDPA) da secretaria, Andréia Mara Rotta de Oliveira, o grupo tem o objetivo de captar recurso juntos, em vez de pulverizar.
- De um modo geral, no país e no Rio Grande do Sul, a pesquisa está passando por uma reestruturação. A ideia é se unir e formar uma massa crítica mais forte para que possamos atuar em conjunto - explica.
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Em março, um comitê interno do núcleo vai se reunir para definir um calendário de atividades para 2020, a fim de pensar formatos para transferência dos resultados de pesquisa ao setor produtivo, seja em forma de seminários, seja por meio de dias de campo.
- É uma cultura de alto risco, e poucas pessoas conhecem como trabalhar com oliveiras. O conhecimento vem de fora, do exterior. O que a gente pretende ao criar esse grupo é construir esse conhecimento a partir da nossa realidade. O solo é diferente, o clima também, e há características distintas dentro das regiões do Estado - explica Andréia.
A pesquisadora afirma que a ideia é construir o conhecimento dentro da realidade do Rio Grande do Sul, consolidar informações a partir de pesquisas feitas no Estado e dar retorno para o setor produtivo.

PESQUISAS MULTIDISCIPLINARES

Desde 2016, o DDPA conta com um grupo de pesquisa multidisciplinar voltado para a cultura das oliveiras, composto por 22 pesquisadores, que vem trabalhando nos seguintes temas: desenvolvimento de um sistema de modelagem numérica de tempo e clima específico para a cultura das olivas, estudos sobre fenologia e exigências térmicas de variedades plantadas no Rio Grande do Sul, utilização de fungos benéficos que auxiliem na absorção de água e sais minerais na produção de mudas, biodiversidade de insetos e microrganismos para o controle de pragas e doenças, além de diagnóstico da fertilidade e status nutricional dos olivais.
Entre 2018 e 2019, o grupo participou de eventos nacionais e internacionais voltados para a área e publicou cinco artigos científicos com informações importantes sobre o trato da cultura.
- Falamos sobre a antracnose, causada por espécies do fungo Colletotrichum spp, e o controle alternativo da cochonilha branca, ambos considerados os principais problemas fitossanitários da cultura; resultados sobre a fenologia das principais cultivares plantadas no Estado, além de informações sobre os hábitos dos consumidores em relação ao azeite de oliva no Rio Grande do Sul - enumera Andréia.

MAIOR PRODUTOR NACIONAL

O Rio Grande do Sul é o maior produtor de azeite e azeitonas em conserva do Brasil, com 1,55 mil toneladas de azeitonas para processamento de azeite, área plantada de 5 mil hectares e área colhida de 1 mil hectares. São 150 produtores, dez indústrias e 25 marcas de azeite gaúchas. Em 2019, foram produzidos 188 mil litros de azeite no Estado.
A região Carbonífera já tem as suas primeiras plantas, mais notadamente em Triunfo e Arroio dos Ratos. Em Triunfo, a área plantada pelos empresários Aristides Inácio Vogt e Christian Vogt deve chegar a 50 hectares em 2020. Em Arroio dos Ratos, o investimento no cultivo da oliveira é da ex-ministra do Supremo Tribunal Federal (STF), Ellen Gracie Northfleet. A ex-ministra já iniciou o cultivo de oliveiras em sua propriedade no município.


 

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