Produtores definem que vão fazer georreferenciamento dos olivais do RS

Olivais deverão ser integrados ao cadastro de culturas sensíveis ao agrotóxico 2,4-D para facilitar o monitoramento de possíveis derivas

Por Portal de Notícias 14/10/2019 - 11:15 hs
Foto: Fernando Dias/Seapdr
Produtores definem que vão fazer georreferenciamento dos olivais do RS
Produtores farão o georreferenciamento dos olivais para integrar ao cadastro de culturas sensiveis

Na última quinta-feira (10/10), aconteceu a reunião da Câmara Setorial da Olivicultura, realizada na quinta-feira (10) na sede da Secretaria da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural (Seapdr), em Porto Alegre.

O setor produtivo pode conhecer como estão os andamentos da Secretaria para conter danos pela deriva na utilização inadequada do 2,4-D. O chefe da Divisão de Insumos e Serviços Agropecuários, Rafael Friedrich de Lima, explicou o conteúdo das quatro Instruções Normativas publicadas pela Secretaria para regular o uso do agrotóxico, com a instituição de cadastro de aplicadores, de culturas sensíveis e regularização da venda orientada destes produtos.
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De acordo com o coordenador da Câmara Setorial, Paulo Lipp, conhecer os detalhes das ações tomadas a respeito da deriva de 2,4-D era uma demanda dos olivicultores, uma vez que esta foi uma das culturas atingidas pela deriva do produto em 2018.
Durante a reunião, os produtores definiram que vão levantar o georreferenciamento dos olivais do estado para integrar ao cadastro de culturas sensíveis da Secretaria, de forma a facilitar o monitoramento de possíveis derivas.

PROJETO DE PESQUISA

O professor Gustavo Brunetto, da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), apresentou aos representantes da cadeia produtiva o projeto de pesquisa elaborado a partir de demandas do setor, que pesquisará estratégias de viabilização da cultura da oliva no sul do país. Composto por seis subprojetos, o objetivo é investigar aspectos sobre o solo, cultivares, práticas de manejo e adubação, manejo de floração, controle de pragas e doenças e qualidade da oliva e de azeites.
- São mais de 50 profissionais de diversas instituições, como a Secretaria, UFSM, Universidade Federal do Pampa (Unipampa), Instituto Federal do Rio Grande do Sul (IFRS), Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), entre outras, para potencializar e qualificar a produção - destacou Brunetto.
O projeto passa, agora, por captação de recursos no montante de R$ 2,5 milhões para poder sair do papel.








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