Região Carbonífera tem três novas policiais qualificadas para atuar na Patrulha Maria da Penha

Brigadianas irão atuar nas cidades de Charqueada e Arroio dos Ratos

Por Portal de Notícias 09/12/2019 - 07:58 hs
Foto: Divulgação / Brigada Militar
Região Carbonífera tem três novas policiais qualificadas para atuar na Patrulha Maria da Penha
Patrulheiras atuarão em Charqueadas e Arroio dos Ratos

Na sexta-feira (6/12), no auditório do GBOEX, em Porto Alegre, um grupo de 162 brigadianos concluiu o "Curso das Patrulhas Maria da Penha". A região Carbonífera tem três novas patrulheiras: as soldados Nicole e Bruna, que atuarão em Charqueadas, e a soldado Letícia, que atuará em Arroio dos Ratos.

O comandante do 28º Batalhão de Policia Militar (28º BPM), tenente-coronel Maurício Campos Padilha, e o primeiro-tenente Leandro dos Santos Ávila, responsável pelo policiamento da cidade de Charqueadas, estiveram presentes na formatura, que teve a participação de brigadianos de 48 cidades do estado. A solenidade aconteceu na data que marca o Dia Nacional de Mobilização dos Homens Pelo Fim da Violência contra as Mulheres.
O curso qualifica os policiais para atuar nas patrulhas focadas no combate à violência contra a mulher. Atualmente a Patrulha Maria da Penha está instalada em 40 cidades, entretanto outros municípios já demonstram interesse em contar com esse serviço. De acordo com a coordenadora da Patrulha Maria da Penha da BM, major Karina Pires Soares Brum, o plano é ampliar os atendimentos nos próximos anos.
- Desde 2012 estamos aumentando o serviço porque se percebeu os impactos da violência doméstica têm sido reduzidos – disse.
Criada em 2012, as Patrulhas Maria da Penha são parte de uma política para reduzir os índices de violência doméstica. Segundo a major Karina, os resultados positivos já podem ser vistos, com uma melhora nos casos e aumento das denúncias.
- As violências têm reduzido, mas por vezes os indicadores aumentam, porque as mulheres sentem-se encorajadas a denunciar – disse.
Karina diz que com a conscientização das mulheres, elas conseguem se sentir mais seguras para denunciar seus agressores. Ela destaca, porém, que apenas o trabalho da BM não é suficiente para acabar com a violência contra mulher. A major esclarece sobre a necessidade de que outros órgãos do governo estejam em atividade para dar amparo às vítimas.
- Onde tem a Patrulha tem uma rede de proteção muito bem articulada, com Centros de Referência, Capes, Conselhos Tutelares, que funcionam bem - disse.
Ela lembra que o principal objetivo das Patrulhas Maria da Penha é evitar que as agressões evoluam para tragédias maiores.
- A violência doméstica toma muito do nosso tempo, então o investimento na prevenção, de acompanhar a vítima para que essa violência não evolua para um feminicídio faz parte de um planejamento da instituição – finaliza.