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São Jerônimo, RS,06/11/2026

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Ações civis públicas pedem suspensão do licenciamento da Mina Guaíba

ACPs tramitam na Justiça Federal e Estadual e dizem respeito a aldeia indígena e da colônia de pescadores Z-5

Banco de Imagens / Folhapress
Ações civis públicas pedem suspensão do licenciamento da Mina Guaíba Área para instalação da mina está localizada entre Eldorado do Sul e Charqueadas
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O Instituto Internacional Arayara, a Associação Indígena
Poty Guarani e a Colônia de Pescadores Z5 protocolaram na Justiça Federal e na
Justiça Estadual, comarca de Porto Alegre, duas Ações Civis Públicas (ACP) que
pedem a suspensão imediata do processo de licenciamento prévio da Mina Guaíba
junto à Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam). O empreendimento, que
tem como objetivo a exploração do carvão, é conduzido pela empresa Copelmi.


Segundo os reclamantes, o projeto de mineração de carvão mineral, areia e
cascalho, localizado nos municípios de Eldorado do Sul e Charqueadas, não
cumpriu as normas legais e excluiu do processo a comunidade indígena no entorno
do empreendimento nos Estudos de Impacto Ambientais (EIA) e também os
pescadores da Z5.


A primeira ação tramita na Justiça Federal e trata da Aldeia Guajayvi. A medida
frisa que a legislação vigente obriga que os licenciamentos tenham consulta
prévia, livre e informada dos povos indígenas e tradicionais. No caso do
processo de licenciamento da Mina Guaíba, conforme a medida, foram excluídos os
indígenas da Associação Indígena Poty Guarani, a Aldeia (TeKoá) Guajayvi,
localizada em Charqueadas, tanto pelo órgão ambiental licenciador, Fepam,
quanto pela Copelmi. No Estudo de Impacto Ambiental, trazido pelo empreendedor
e norteado por um termo de referência do órgão licenciador, há somente citações
da possibilidade da existência desta aldeia indígena nas áreas de influência
direta e indireta do empreendimento.


A segunda ação tramita na Justiça Estadual e tem como requerente a Colônia de
Pescadores Z5. Apesar de ser uma instituição com mais de 800 pescadores artesanais
em seus quadros associativos, a Colônia de Pescadores Z5 não foi inserida no
âmbito do Estudo de Impacto Ambiental pelo empreendedor.

As informações são do Jornal do Comércio



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