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São Jerônimo, RS,18/08/2026

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El Niño deve trazer chuvas mais intensas ao RS na primavera, aponta especialista do Cemaden

Embora o pico do fenômeno seja esperado entre dezembro e janeiro, Região Sul deve sentir os primeiros impactos mais fortes ainda durante a primavera

Alex Rocha / PMPA / Divulgação
El Niño deve trazer chuvas mais intensas ao RS na primavera, aponta especialista do Cemaden RS deve sentir os efeitos antes de outras regiões
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O Rio Grande do Sul deve enfrentar um período de maior instabilidade e chuvas intensas na primavera devido à influência do El Niño, segundo projeção do climatologista José Marengo, coordenador de Pesquisa do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden).

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Em entrevista ao programa Timeline, da Rádio Gaúcha, nesta terça-feira (18), Marengo explicou que, apesar de o pico do fenômeno climático estar previsto para o verão, entre dezembro de 2026 e janeiro de 2027, a Região Sul tende a registrar os efeitos mais significativos já durante a primavera.

A expectativa é de que o aquecimento das águas do Oceano Pacífico tropical altere os padrões de circulação atmosférica e favoreça períodos de chuva mais intensa no Sul do Brasil.

RS deve sentir os efeitos antes de outras regiões

De acordo com o especialista, a Região Sul costuma ser uma das primeiras áreas do país a apresentar mudanças associadas ao El Niño durante a primavera. O fenômeno também deve influenciar o clima em outras partes do Brasil, mas com características diferentes.

Durante o verão, quando o El Niño atingir seu provável pico, Norte e Nordeste deverão concentrar os maiores impactos relacionados às chuvas.

Para o Rio Grande do Sul, além da possibilidade de períodos mais chuvosos, Marengo também prevê que as temperaturas poderão ficar mais elevadas durante o próximo verão.

— Em termos de temperaturas, todo o Brasil vai ser afetado. Talvez a situação no Rio Grande do Sul e em outras regiões, em termos de verão mais quente, no próximo ano, pode ser que ocorra — afirmou o climatologista.

Aquecimento do Pacífico deve persistir até 2027

O aquecimento das águas do Pacífico tropical já está em andamento e, conforme a avaliação apresentada pelo pesquisador, deve permanecer até aproximadamente maio de 2027.

A influência do fenômeno, no entanto, não significa que todos os eventos de chuva forte, tempestades ou tornados registrados no Estado serão necessariamente provocados pelo El Niño.

Marengo ressaltou que esses fenômenos também podem ocorrer por condições meteorológicas locais e independentes do padrão climático do Pacífico.

— Sempre acontecem frio e chuvas intensas independentes do El Niño. Nós tivemos vários tornados. Esses fenômenos, geralmente, não são consequências do El Niño — explicou.

Período de atenção para o Rio Grande do Sul

A combinação entre a evolução do El Niño e as características climáticas do Estado mantém a primavera como um período de atenção para o Rio Grande do Sul, especialmente diante da possibilidade de episódios de chuva volumosa.

O fenômeno deve ganhar força ao longo dos próximos meses, com previsão de maior intensidade entre o fim da primavera e o verão. A evolução das condições do Oceano Pacífico e da atmosfera será determinante para definir a distribuição e a intensidade das chuvas no Estado.

Para o RS, portanto, a principal preocupação está na possibilidade de episódios de precipitação intensa durante a primavera, enquanto o verão poderá ser marcado por temperaturas mais elevadas e pela continuidade dos efeitos do El Niño.


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