Rio Grande do Sul tem 4ª maior taxa de trabalhadores com carteira assinada do país
Estado registrou 80,9% de empregados do setor privado com carteira assinada no segundo trimestre de 2026, segundo dados do IBGE
No país, a taxa de desocupação foi de 5,4% no segundo trimestre, mantendo o Estado em situação mais favorável que a média nacional. O Rio Grande do Sul alcançou a quarta maior proporção de trabalhadores com carteira assinada no setor privado entre os estados brasileiros no segundo trimestre de 2026. De acordo com dados da PNAD Contínua, divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 80,9% dos empregados do setor privado no Estado estavam formalizados no período.
O percentual corresponde a cerca de 2,595 milhões de trabalhadores. O Rio Grande do Sul ficou atrás apenas de Santa Catarina, com 86,7%, São Paulo, com 82,0%, e Mato Grosso do Sul, com 81,0%. A taxa gaúcha também ficou acima da média nacional, de 74,4%.
Desemprego permanece abaixo da média nacional
A taxa de desemprego no Rio Grande do Sul foi de 4,2% entre abril e junho de 2026. O resultado representa uma leve alta em relação aos 4,0% registrados no trimestre anterior, mas ficou abaixo dos 4,3% observados no mesmo período de 2025.
No país, a taxa de desocupação foi de 5,4% no segundo trimestre, mantendo o Estado em situação mais favorável que a média nacional.
O número de pessoas ocupadas no Rio Grande do Sul chegou a 5,902 milhões. Foram 7 mil trabalhadores a mais em relação ao trimestre anterior e 38 mil a mais na comparação com o segundo trimestre de 2025.
Emprego privado cresce
O setor privado concentrava cerca de 3,2 milhões de trabalhadores no Estado, número que representa crescimento de 2% em relação ao mesmo período do ano passado.
Entre as atividades que apresentaram aumento no número de ocupados na comparação trimestral estão o comércio e a reparação de veículos automotores e motocicletas, que chegaram a 1,109 milhão de trabalhadores, e a indústria geral, com 973 mil.
Também houve avanço nos segmentos de informação, comunicação e serviços financeiros, imobiliários, profissionais e administrativos. As áreas de administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde e serviços sociais também registraram crescimento.
Por outro lado, houve redução no número de trabalhadores ocupados nos setores de construção, transporte e armazenagem, alojamento e alimentação e serviços domésticos.
Renda média chega a R$ 4,1 mil
O rendimento médio mensal real habitual dos trabalhadores gaúchos ficou em R$ 4.169 no segundo trimestre de 2026. O valor representa uma queda de 0,9% em relação ao trimestre anterior, mas crescimento de 5,2% na comparação com o mesmo período de 2025.
A massa de rendimento dos trabalhadores também apresentou crescimento anual. O indicador chegou a R$ 24,183 bilhões, alta de 6,2% em relação ao segundo trimestre do ano passado.
Informalidade fica abaixo da média nacional
A taxa de informalidade no Rio Grande do Sul foi de 29,6% no trimestre encerrado em junho. O índice foi o quarto menor entre os estados e ficou abaixo da média brasileira, de 37,4%.
Outro indicador que apresentou redução foi o número de pessoas desalentadas — aquelas que gostariam de trabalhar, mas deixaram de procurar emprego por acreditarem que não encontrariam uma oportunidade.
No segundo trimestre, o Estado tinha 41 mil pessoas nessa condição, uma redução de 26,6% em relação às 55 mil registradas no mesmo período de 2025.
Os dados apontam para um mercado de trabalho gaúcho com elevada taxa de formalização, desemprego abaixo da média nacional e crescimento da renda na comparação anual.






COMENTÁRIOS