Seja bem-vindo
São Jerônimo, RS,01/07/2026

  • A +
  • A -
Publicidade

MARCELO NORONHA | Quando a geopolítica encontra a tragédia humana

A Venezuela é uma nação de grande importância estratégica, especialmente pela dimensão de suas reservas de petróleo. Ao longo das últimas décadas, o país esteve no centro de uma disputa geopolítica envolvendo diferentes forças internacionais

Reprodução
MARCELO NORONHA | Quando a geopolítica encontra a tragédia humana A Venezuela é uma nação de grande importância estratégica, especialmente pela dimensão de suas reservas de petróleo. Ao longo das últimas décadas, o país esteve no centro de uma disputa geopolítica envolvendo diferentes forças internacionais
Publicidade

Marcelo Noronha*

Publicidade

Eu costumo observar que os grandes acontecimentos internacionais revelam muito mais do que os fatos aparentam. A tragédia provocada pelos terremotos na Venezuela não é apenas uma emergência humanitária: ela também expõe as marcas de um mundo onde interesses econômicos, disputas políticas e sofrimento humano frequentemente se cruzam.

A Venezuela é uma nação de grande importância estratégica, especialmente pela dimensão de suas reservas de petróleo. Ao longo das últimas décadas, o país esteve no centro de uma disputa geopolítica envolvendo diferentes forças internacionais. As sanções econômicas impostas pelos Estados Unidos e as restrições envolvendo recursos venezuelanos no exterior são criticadas por setores que entendem que essas medidas acabaram ampliando dificuldades enfrentadas pela população. Já o governo norte-americano afirma que essas ações têm objetivo político e de pressão sobre o governo de Caracas.

Independentemente das posições em disputa, existe uma realidade que não pode ser ignorada: quando uma crise atinge uma população, os primeiros a pagar o preço são sempre os mais vulneráveis. Famílias que perderam suas casas, trabalhadores que perderam sua estrutura de vida e comunidades inteiras que precisam recomeçar não podem ser reduzidas a peças em um tabuleiro internacional.

Também chama atenção a diferença entre o tamanho da tragédia e a dimensão das respostas globais. Uma potência como os Estados Unidos possui capacidade econômica, tecnológica e logística para contribuir de forma muito mais expressiva em situações como essa. A solidariedade internacional não deveria seguir apenas interesses estratégicos ou conveniências diplomáticas.

Nesse contexto, a participação do Rio Grande do Sul em uma missão humanitária demonstra uma lição importante. Mesmo um estado distante do centro das grandes decisões mundiais pode oferecer aquilo que tem de mais valioso: conhecimento, profissionais preparados e compromisso com a vida humana.

Eu acredito que os recursos naturais de um país, sejam eles petróleo, minerais ou qualquer outra riqueza, deveriam servir prioritariamente para melhorar a vida do seu povo, não para alimentar disputas de poder. A reconstrução da Venezuela exigirá ajuda concreta, respeito à soberania e uma compreensão de que, diante da dor humana, nenhuma fronteira deveria ser maior do que a solidariedade.


(*) Marcelo Noronha, jornalista


Publicidade



COMENTÁRIOS

Publicidade
Publicidade
Publicidade
Publicidade
Publicidade
Publicidade
Publicidade
Publicidade
Publicidade
Publicidade
Publicidade
Publicidade
Publicidade
Publicidade
Publicidade

Buscar

Alterar Local

Anuncie Aqui

Escolha abaixo onde deseja anunciar.

Efetue o Login

Recuperar Senha

Baixe o Nosso Aplicativo!

Tenha todas as novidades na palma da sua mão.