Vacinação contra a gripe será liberada ao público geral, com reserva de doses para grupos prioritários
Até o momento o Rio Grande do Sul registra cobertura de apenas 43% para crianças, idosos e gestantes
Até o momento o Rio Grande do Sul registra cobertura de apenas 43% para crianças, idosos e gestantes Com o encerramento da campanha nacional de vacinação contra a gripe previsto para sábado (30/5), a Secretaria da Saúde (SES) está orientando os municípios sobre a continuidade da estratégia de imunização. A principal recomendação é que as cidades podem ampliar a vacinação para toda a população, desde que mantenham um estoque mínimo de doses destinado às crianças, aos idosos e às gestantes.
A orientação foi uma decisão conjunta com o Conselho de Secretarias Municipais de Saúde do Rio Grande do Sul (Cosems/RS) e leva em consideração o aumento esperado de doenças respiratórias nos próximos meses de inverno. De acordo com o Centro Estadual de Vigilância em Saúde (Cevs), a tendência é de crescimento nos casos de síndromes respiratórias agudas graves e de influenza, com possibilidade de maior número de hospitalizações.
Diante desse cenário, a prioridade permanece nos grupos considerados mais vulneráveis: crianças de seis meses a menores de seis anos, idosos e gestantes. Segundo a SES, esses públicos já integram o calendário de vacinação de rotina e têm direito à dose ao longo de todo o ano, independentemente do período de campanha.
Por isso, o Estado recomenda cautela na decisão de liberar as doses para toda a população.
— É fundamental que os municípios reservem vacinas para esses grupos prioritários — destaca a diretora do Cevs, Tani Ranieri. Ela ressalta que, caso os estoques se esgotem após uma eventual abertura irrestrita, não haverá reposição adicional por parte do Ministério da Saúde.
Na prática, isso significa que as prefeituras têm autonomia para ampliar o público atendido, desde que garantam uma reserva estratégica suficiente para atender crianças, idosos e gestantes ao longo dos próximos meses.
Estoque e cobertura
Até o momento, o Rio Grande do Sul já recebeu cerca de 3,87 milhões de doses da vacina contra a gripe, de um total de pouco mais de 5,2 milhões que devem ser enviadas pelo governo federal. Desse total, aproximadamente 2,15 milhões de doses já foram aplicadas nos públicos inicialmente elegíveis, como trabalhadores da saúde, pessoas com doenças crônicas, professores, entre outros.
Entre os grupos prioritários das crianças, idosos e gestantes, cerca de 1,35 milhão de pessoas foram vacinadas, o que representa uma cobertura de 43,2%. A estimativa é que esse público some pouco mais de 3,1 milhões de pessoas no Estado, restando ainda cerca de 1,77 milhão a serem imunizados. Com base nesses números, a SES recomenda que os municípios mantenham essa reserva de doses para garantir a cobertura desses grupos. O excedente disponível pode, então, ser oferecido ao restante da população.
Atendimento nas unidades de saúde
Outra orientação é que as unidades básicas de saúde (UBSs) sigam priorizando o atendimento dos grupos mais vulneráveis, mesmo após eventual abertura da vacinação para todos. A oferta ao público geral é vista como uma forma de aumentar a cobertura vacinal e reduzir a circulação do vírus, mas sem comprometer a proteção dos grupos que apresentam maior risco de complicações pela doença.
A SES reforça ainda que a vacinação continua sendo a principal forma de prevenção contra a gripe, especialmente neste período de maior circulação de vírus respiratórios, e orienta a população a procurar as unidades de saúde para se imunizar.
Cobertura dos grupos prioritários
- Crianças: 32,61% (196.866 doses aplicadas para um total de 662.692)
- Gestantes: 50,35% (doses aplicadas 39.311 para um total de 84.055)
- Idosos: 61,70% (1.114.623 doses aplicadas para um total de 2.380.658)
- Total: 43,19% (1.350.800 doses aplicadas para um total de 3.127.405)





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