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São Jerônimo, RS,17/04/2026

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Abertura da colheita confirma expectativa de safra recorde de azeite de oliva

Evento em Triunfo aponta que Brasil deve chegar a marca de 1 milhão de litros produzidos, sendo 80% no Rio Grande do Sul

Nestor Tipa Júnior / AgroEffective
Abertura da colheita confirma expectativa de safra recorde de azeite de oliva Após as falas das autoridades, os participantes acompanharam o ato simbólico da colheita
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A 14ª Abertura Oficial da Colheita da Oliva marcou o crescimento da produção e da qualidade dos olivais. No evento, realizado nesta sexta-feira (17), na sede da Azeite Milonga, em Triunfo (RS), foi anunciado que a safra deve superar 1 milhão de litros de azeite extravirgem.

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O presidente do Instituto Brasileiro de Olivicultura (Ibraoliva), Flávio Obino Filho, destacou em seu discurso que o azeite produzido no Brasil é considerado de alta qualidade, com desempenho comparável ao de países com maior número de premiações. Segundo ele, o resultado da safra, que no Rio Grande do Sul deve ultrapassar 800 mil litros, está relacionado à combinação de fatores climáticos e à evolução técnica na produção.

— Tivemos uma conjunção aqui no Rio Grande do Sul e no Brasil de fatores climáticos que deram como resultado o que estamos colhendo hoje. Tivemos o maior número de horas de frio dos últimos 20 anos no inverno, uma primavera pouco chuvosa e, agora, um verão equilibrado e sem chuva, dando condições para colher — afirmou Obino Filho.

O dirigente ressaltou que o crescimento da produção não elimina a necessidade de avanço técnico contínuo, especialmente na ampliação da produtividade.

— Não adianta a gente ter o melhor azeite do mundo se não tem azeitona no pé. Vamos para dentro da porteira e apostar em pesquisa, em estudo, entender onde estamos acertando e onde estamos errando — afirmou.

Apesar do volume recorde, a produção nacional ainda representa entre 1% e 1,5% do consumo interno, cenário influenciado pela presença de produtos importados de menor qualidade no mercado.

— Aquilo que é dado de graça nas mesas dos restaurantes pode ser qualquer coisa menos azeite extravirgem de oliva — afirmou.

Durante o evento, foi realizada a assinatura do protocolo de intenções para criação do Centro de Referência em Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação da Olivicultura do Rio Grande do Sul. A iniciativa envolve a Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (UFCSPA) e o Ibraoliva.

O governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, destacou a importância da olivicultura para a diversificação da matriz produtiva e o fortalecimento da economia regional. Ele apontou o crescimento da cultura da oliveira nos últimos anos.

— O avanço da atividade demonstra o potencial do Rio Grande do Sul para se consolidar como referência nacional na produção de azeites de alta qualidade — afirmou.

Leite também enfatizou o papel da inovação e do investimento em tecnologia para o desenvolvimento do setor, citando ações de apoio técnico aos produtores e ampliação de mercados como fatores para garantir competitividade. Além do viés econômico, o governador destacou o impacto social da cadeia produtiva.

— Temos geração de emprego e renda, especialmente em regiões da metade sul do Estado. O fortalecimento da olivicultura contribui diretamente para a fixação das famílias no campo e para o desenvolvimento sustentável — concluiu.

Após as falas das autoridades, os participantes acompanharam o ato simbólico da colheita. O evento também contou com exposição, degustação e comercialização de azeites, além de palestras técnicas.


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