Banco Central reduz taxa Selic após nove meses de estabilidade
Corte marca primeira queda desde junho, mas mantém juros em nível elevado
Corte marca primeira queda desde junho, mas mantém juros em nível elevado O Banco Central do Brasil decidiu reduzir a taxa básica de juros, a Selic, em 0,25 ponto percentual, passando de 15% para 14,75% ao ano. A decisão foi anunciada nesta quarta-feira (18), após reunião do Comitê de Política Monetária.
A redução marca a primeira queda da taxa desde junho do ano passado, período em que os juros permaneceram inalterados em cinco reuniões consecutivas. Apesar do corte, a Selic segue em patamar considerado elevado, próximo dos maiores níveis registrados desde 2006.
Cenário externo e interno influenciaram decisão
Em comunicado, o Copom destacou que o cenário internacional se tornou mais incerto, principalmente devido ao acirramento de conflitos no Oriente Médio, o que tem impactado as condições financeiras globais e aumentado a volatilidade de preços de ativos e commodities.
No ambiente doméstico, o Banco Central avaliou que a economia brasileira apresenta sinais de desaceleração gradual, enquanto o mercado de trabalho ainda demonstra resiliência. Já a inflação segue em trajetória de moderação, embora permaneça acima da meta estabelecida.
Segundo o colegiado, a redução da Selic é compatível com a estratégia de convergência da inflação ao redor da meta, ao mesmo tempo em que contribui para suavizar oscilações na atividade econômica e estimular o emprego.
Entenda o papel da Selic
A taxa Selic é o principal instrumento de política monetária do país e serve como referência para juros cobrados em empréstimos, financiamentos e aplicações financeiras.
Quando está em níveis elevados, tende a conter o consumo e ajudar no controle da inflação. Já em patamares mais baixos, estimula o crédito e pode impulsionar a atividade econômica.






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