IBGE: desemprego fecha 2025 em 5,6%, melhor resultado da história
Segundo o IBGE, a Pnad Contínua encontrou 6,2 milhões de pessoas em busca de trabalho em 2025
Segundo o IBGE, a Pnad Contínua encontrou 6,2 milhões de pessoas em busca de trabalho em 2025 A taxa de desemprego no Brasil encerrou o ano de 2025 em 5,6%, o menor índice desde o início da série histórica da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), iniciada em 2012. O resultado representa uma redução de 1 ponto percentual em relação a 2024, quando o indicador ficou em 6,6%, segundo dados divulgados nesta sexta-feira (30) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
De acordo com o levantamento, o número de pessoas desocupadas totalizou 6,2 milhões em 2025, queda de cerca de 1 milhão em comparação com o ano anterior. No trimestre encerrado em dezembro, o contingente de desempregados recuou 9% em relação ao trimestre anterior e apresentou redução de 17,7% na comparação anual.
O mercado de trabalho também registrou recordes positivos na ocupação. A população ocupada alcançou 103 milhões de pessoas em 2025, o maior número da série histórica, com crescimento de 1,7% frente a 2024. O nível de ocupação, que mede a proporção de pessoas ocupadas na população em idade de trabalhar, chegou a 59,1%, superando o índice do ano anterior.
Outro indicador em queda foi a taxa de subutilização da força de trabalho, que recuou para 14,5% em 2025, ante 16,2% em 2024. Ainda assim, o total de pessoas subutilizadas somou 16,6 milhões, número ligeiramente acima do menor patamar da série, registrado em 2014.
O avanço do emprego formal foi um dos destaques do ano. O número de trabalhadores do setor privado com carteira assinada cresceu 2,8% e chegou a 38,9 milhões, o maior volume desde 2012. Em contrapartida, o contingente de empregados sem carteira teve leve queda, passando para 13,8 milhões. A taxa de informalidade também diminuiu, de 39,0% para 38,1%.
Em relação aos rendimentos, o valor médio anual do rendimento real habitual foi estimado em R$ 3.560, alta de 5,7% em relação a 2024. Já a massa de rendimentos alcançou R$ 361,7 bilhões, o maior valor da série histórica, com crescimento de 7,5% no ano.
Entre os setores, informação, comunicação e atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas apresentaram o maior crescimento percentual de ocupação em 2025. A administração pública e a indústria geral também registraram aumento no número de trabalhadores. Por outro lado, a construção civil e os serviços domésticos tiveram retração na ocupação ao longo do ano.
Os dados confirmam 2025 como um marco positivo para o mercado de trabalho brasileiro, com redução do desemprego, ampliação do emprego formal e aumento da renda média dos trabalhadores.






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