Leite diz ter divergências com a polarização e defende alternativa política para o país
Governador gaúcho critica Lula e o bolsonarismo e afirma que o Brasil precisa de renovação e de um novo modelo de gestão
Governador Eduardo Leite O governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, afirmou ter diferenças profundas em relação aos principais representantes da atual polarização política brasileira. A declaração foi feita nesta quinta-feira (29), durante entrevista ao programa Bastidores CNN, na qual o chefe do Executivo gaúcho defendeu a construção de um caminho alternativo para o país nas próximas eleições.
Durante a conversa, Leite criticou tanto o presidente Luiz Inácio Lula da Silva quanto o bolsonarismo, afirmando que nenhum dos dois campos reflete sua visão de governo. Segundo ele, ambos se distanciam de valores como o respeito às pessoas, às minorias e aos avanços civilizatórios. O governador destacou que sua posição não se resume a disputas eleitorais, mas a uma concepção diferente de como o Brasil deve ser administrado.
Ao comentar a trajetória política de Lula, Leite observou que o presidente se prepara para disputar mais uma eleição, o que, em sua avaliação, não contribui para o fortalecimento da democracia. Para o governador, a concentração de protagonismo em uma única liderança limita a renovação política e o surgimento de novas ideias dentro do mesmo campo ideológico.
Sobre o bolsonarismo, Eduardo Leite questionou a escolha de familiares como possíveis candidatos, afirmando que cargos públicos devem ser resultado de uma trajetória política construída ao longo do tempo, e não de vínculos consanguíneos. Na avaliação dele, esse tipo de prática enfraquece o debate democrático.
Defendendo a renovação, Leite citou sua experiência administrativa ao não buscar a reeleição quando foi prefeito, abrindo espaço para que sua vice assumisse a gestão. Segundo ele, é fundamental criar oportunidades para novas lideranças e reduzir a dependência de figuras políticas tradicionais.
O governador também destacou que seu projeto político passa por um modelo de gestão moderno, com enfrentamento firme à criminalidade, redução do tamanho da máquina pública e fortalecimento das políticas sociais. Para ele, o desafio é conciliar eficiência administrativa com inclusão social e respeito à diversidade.
Ao final da entrevista, Leite evitou antecipar posicionamentos sobre eventuais alianças em um segundo turno, reforçando que o objetivo principal é apresentar aos brasileiros uma alternativa capaz de diminuir a polarização e contribuir para um ambiente político mais equilibrado no país.






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