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São Jerônimo, RS,06/11/2026

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Eduardo Leite prevê desativação de usinas a carvão no RS

Governador disse que um projeto futuro a carvão também já foi arquivado: o uso da Mina Guaíba para a criação de um polo carboquímico na região Carbonífera

Reprodução
Eduardo Leite prevê desativação de usinas a carvão no RS Usina Pampa Sul
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Após seu primeiro compromisso na missão aos Estados Unidos, nesta segunda-feira (7/03), o governador Eduardo Leite afirmou que as usinas a carvão devem ser desativadas gradativamente no rio Grande do Sul. Hoje, duas usinas operam no Estado: Candiota 3 e Pampa Sul.
Acompanhado dos secretários Alsones Balestrin (Inovação, Ciência e Tecnologia), Artur Lemos (Casa Civil), do procurador-geral do Estado, Eduardo Cunha da Costa, da diretora de Operações do Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE), Leany Lemos, e do líder do governo na Assembleia Legislativa, Frederico Antunes, o governador se encontrou com o diretor do Center for Sustainable Development, Jeffrey Sachs, e a diretora da Columbia Center on Sustainable Investment, Lisa Sachs.
Leite apresentou planos de investimento para descarbonização e transição energética da economia para o Rio Grande do Sul. O plano de transição elaborado para o Paraguai é uma das referências do projeto gaúcho.
- Queremos fazer um acordo com esse centro para que possamos desenvolver nosso próprio plano de ação. Os pontos são um trabalho para o descomissionamento de usinas de carvão, sobre as quais teremos de desenvolver um plano estratégico para desativar ao longo das próximas décadas e, com isso, um planejamento de reconversão econômica das famílias e das regiões que dependem dessa economia. Também falamos sobre quais ações podemos empreender para reduzir emissões a partir da transformação do uso da terra, plantações e criação de gado, por exemplo, e sobre o transporte público, segundo maior gerador de efeito estufa - detalhou Leite.
Segundo o governador, o plano de ação de redução de gases de efeito estufa começa pela transformação do transporte coletivo.
- O Earth Institute da Universidade de Columbia pode ser um ponto de apoio. Os Estados estão atuando mais fortemente nessa agenda, mas ainda falta inteligência, estrutura de recursos humanos que estejam pensando nessa pauta no nível subnacional. Então, é importante trazermos esses apoios externos - reforçou.
O governador disse também que um projeto futuro para o carvão já foi arquivado: o uso da Mina Guaíba para a criação de um polo carboquímico entre as cidades de Charqueadas e Eldorado do Sul. Citou outro de modernização de uma das usinas, que embora considere mais responsável do que mantê-la funcionando na condição que está, entende que o Estado deve fazer a desativação.
- É o que o mundo demanda - concluiu.

Com informações do Governo do Estado e Jornal do Comércio

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