CBV Charqueadas remove cobra cruzeira de pátio de residência
Calor aumenta risco de acidentes com serpentes
CBV Charqueadas remove cobra cruzeira de pátio de residência No início da manhã desta quarta-feira (27/01), o Corpo de Bombeiros Voluntários de Charqueadas (CBV) realizou a remoção de uma cobra cruzeira do pátio de uma residência, localizada na Rua Agicê José Ramos, no bairro São Lourenço.
A cobra foi capturada pela equipe formada por dois bombeiros voluntários e devolvida ao seu habitar natural, longe das residências.
Calor aumenta risco de acidentes com serpentes
A elevação das temperaturas contribui para o aumento de contato de seres humanos com as serpentes (cobras). Isso ocorre, especialmente, por dois motivos: maior presença de pessoas no habitat das cobras e maior circulação das cobras em busca de comida e de parceiro sexual, a partir da primavera. Em 2014, foram notificados ao Ministério da Saúde 27 mil casos de acidentes ofídicos no país, sendo que somente no Rio Grande do Sul foram 850 casos.
A tratadora do Núcleo Regional de Ofidiologia da Fundação Zoobotânica, Acácia Winter, salienta que o RS é o nono estado com maior número de acidentes ofídicos no Brasil.
- Mais de 80% dos casos são acidentes botrópicos, ou seja, causados pelo grupo das jararacas, cruzeiras e jararacuçu - informa.
Segundo Acácia, a maioria das cobras venenosas possui fosseta loreal (orifício entre o olho e a narina que funciona como receptor do calor), pele com aspecto rugoso (a não venenosa possui pele lisa e brilhosa) e cabeça com formato triangular.
- Outro detalhe, as cobras venenosas possuem maior atividade à tarde e à noite, quando estão a caça de roedores. Mas na natureza toda regra tem exceção: as corais verdadeiras possuem a pele lisa, brilhosa, não possuem fosseta loreal e, embora de comportamento bastante tranquilo, são extremamente venenosas – alerta.
Mais de 70 espécies de serpentes são verificadas no RS, mas apenas 11 oferecem algum risco ao ser humano. A Fundação Zoobotânica do Rio Grande do Sul (FZB) possui um centro especializado de pesquisa nesta área. O serpentário realiza exposições, educação ambiental, pesquisas na área da biologia de animais em cativeiro, além da extração da peçonha.
A importância das cobras
São predadores e presas, responsáveis pelo controle populacional de outros animais (ratos, por exemplo). O veneno é usado para fabricar medicamentos, entre eles o tratamento para picada de serpentes e remédio para pressão alta.
Ameaça
Matança indiscriminada e destruição do habitat. No Rio Grande do Sul, estão ameaçadas de extinção a jararacussu, a cotiara e a surucucu do Pantanal.
Prevenção
Andar de botas ou perneiras, atenção ao colher frutas, atenção redobrada nos locais de mata, campo e brejo, manter predadores naturais, atenção ao mexer em materiais empilhados, usar luvas em colheitas e jardinagem, ficar alerta próximo a rios e lagoas, maior atenção à noite.
O que fazer em caso de acidente
Acalmar o acidentado e mantê-lo em repouso, lavar a área afetada com água e sabão e mantê-la elevada, levar o acidentado imediatamente para um hospital ou posto de saúde e, se possível, fazer registro fotográfico da cobra causadora do acidente, para que seja feito o tratamento adequado.
O que não fazer
Não fazer torniquete ou garrote, não colocar substâncias no local da picada (café, fumo, folhas, urina etc), não cortar ou queimar o local da picada, não sugar o veneno, não ingerir bebidas alcoólicas ou outras substâncias. Atenção: só o soro cura a picada de cobra.
O soro
O soro não é vendido. Ele só pode ser aplicado em hospitais de referência. Em caso de acidente na região de Porto Alegre, deve-se procurar o Hospital de Pronto Socorro (HPS), pelo telefone 192 ou, em qualquer parte do Estado, o Centro de Informação Toxicológica (CIT), pelo telefone 0800-7213000.
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