Intercept aponta documentos que ligam Eduardo Bolsonaro à gestão de filme sobre Jair Bolsonaro
Reportagem do Intercept Brasil afirma que ex-deputado teria atuado como produtor-executivo e participado da articulação financeira do longa ‘Dark Horse’
Eduardo Bolsonaro Reportagem publicada pelo Intercept Brasil nesta sexta-feira (15) afirma que o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro teve participação direta na produção e na gestão financeira do filme Dark Horse, obra que retrata a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Segundo a publicação, documentos obtidos com exclusividade mostram que Eduardo assinou, em janeiro de 2024, um contrato em que aparece como produtor-executivo do projeto, ao lado do deputado federal Mario Frias. Conforme o texto, o cargo incluía atribuições relacionadas à estratégia de financiamento, preparação de documentos para investidores e apoio na busca por recursos para o longa.
A reportagem sustenta que esses registros contradizem declarações feitas por Eduardo nas redes sociais, onde ele afirmou ter apenas cedido direitos de imagem para a produção, sem participação em decisões administrativas ou financeiras.
De acordo com o Intercept, conversas analisadas mostram Eduardo orientando interlocutores sobre formas de envio de recursos aos Estados Unidos, sugerindo que valores fossem remetidos diretamente ao país para facilitar o processo. As mensagens teriam sido encaminhadas ao empresário Daniel Vorcaro em março de 2025. A publicação afirma que, nesse período, Eduardo já havia anunciado licença do mandato e permanência nos Estados Unidos.
Ainda segundo o portal, uma minuta de aditivo contratual também o qualificaria como financiador parcial da produção, com autorização para investir recursos próprios no projeto. O Intercept ressalta que não há confirmação se esse aditivo chegou a ser assinado.
A reportagem também relaciona o caso a repasses atribuídos a Vorcaro. Segundo o Intercept, o empresário teria se comprometido a transferir US$ 24 milhões para financiar o filme. Parte dos recursos, de acordo com a publicação, teria sido enviada a um fundo controlado por pessoas ligadas a Eduardo, incluindo seu advogado nos Estados Unidos.
O portal informa que procurou Eduardo Bolsonaro, Flávio Bolsonaro, Mario Frias, Jair Bolsonaro, Daniel Vorcaro e representantes da produtora Go Up Entertainment, mas não obteve retorno até a publicação da matéria. A defesa de Mario Frias afirmou ao Intercept que Eduardo “não é e nunca foi produtor-executivo” do filme e negou qualquer recebimento de valores relacionados ao fundo citado.






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