Charqueadas: Simers busca informações sobre projeto que retira auxílio-moradia de médicos
O Sindicato também verificou as condições de trabalho em unidades de saúde do município. Algumas estão sem equipe de higienização há quase um mês
O Sindicato também verificou as condições de trabalho em unidades de saúde do município. Algumas estão sem equipe de higienização há quase um mês A equipe do Sindicato Médico do Rio Grande do Sul (Simers), coordenada pela conselheira Cristiane Ribas, esteve em Charqueadas nesta quinta-feira, 14. Além de verificar as condições de trabalho em unidades de saúde, o objetivo também foi buscar esclarecimentos sobre um projeto de lei (PL) do Executivo que retira o auxílio-moradia pago a médicos de Saúde da Família para que fixassem residência na cidade, garantindo a manutenção do vínculo com a comunidade.
— Na Atenção Primária, é muito importante manter a longitudinalidade. É assim que se constrói uma relação de confiança com o paciente. Se os médicos mudarem o tempo todo, acaba o vínculo. E mais, ainda custa mais caro ao Poder Público — alertou Cristiane Ribas.
O auxílio-moradia é pago desde 2020 e, no momento, é recebido por três profissionais. O projeto da Prefeitura para acabar com o benefício está tramitando na Câmara desde o início deste mês. O PL não traz explicação do motivo para o fim do incentivo.
Em reunião com os vereadores Patrick Vieira, Paula Ynajá Vieira Nunes e Rosângela de Carvalho Souza, as médicas e a representante da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), Greice Ferreira Foppa, o Simers solicitou mais informações. Também pediu que a matéria não fosse à votação antes que houvesse uma negociação. O Sindicato irá enviar ofício ao Município para tratar sobre a situação. Uma nova reunião deve ocorrer na próxima semana.
Condições de trabalho
O Simers visitou quatro unidades de saúde no município: Central, Piratini I e II (que funcionam em um mesmo prédio) e Osmar Wienke. Houve relato de falta de alguns insumos básicos para atendimento. Em uma delas, por falta de material adequado, foi preciso usar fita crepe em um curativo. Nas salas de espera, algumas cadeiras estão com estofamento aparente ou quebradas.
A situação mais grave foi encontrada nas unidades Piratini I e II e Osmar Wienke, que estão sem equipe de higienização há cerca de um mês.
— Não é concebível seguir atendendo a população nessas condições. Existem normas sanitárias que devem ser respeitadas — ponderou a conselheira do Simers.
A representante da SMS disse que o processo de contratação está em andamento, mas não ofereceu alternativas para o problema enquanto isso não for efetivado.






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