João Adolfo Guerreiro
JOÃO ADOLFO GUERREIRO | 60 anos de Jornada, trekkers!
Spock e Kirk, eternos na cultura pop
João Adolfo Guerreiro
Ontem, 8 de setembro, completaram-se 60 anos da estreia de Jornada nas Estrelas, a série original, na TV estadunidense. No Brasil, a mesma começou a ser exibida em janeiro de 1968 pela TV Excelsior.
Icônica, cult e fenômeno pop até hoje, curiosamente Jornada nas Estrelas não fez muito sucesso em sua exibição inicial de três temporadas com 79 episódios nos EUA, mas somente depois que foi vendida pras tv's menores a exibirem nas tardes. Explodiu, caindo nas graças da garotada. À primeira vista, era uma ficção científica adulta, muito avançada e intelectualizada, que ninguém diria que o público jovem adoraria. Tecnologias como o celular e chamadas de vídeo foram antecipadas na série, por exemplo.
Sua personagem mais popular foi o Senhor Spock (o mais alto, em pé, de azul, à frente, na segunda foto abaixo) oficial de ciências da nave Enterprise, vulcano de orelhas pontudas interpretado pelo ator Leonard Nimoy. Sua mão levantada, fazendo um gesto típico e desejando vida longa e próspera, marcou época. Outros integrantes famosos foram o Capitão Kirk (sentado, segunda foto abaixo), interpretado por William Shatner (ainda vivo, aos 95 anos), o médico McCoy (de azul, em pé, à frente, o mais baixo), por DeForest Kelley e a oficial de comunicações Uhura (a mulher de vermelho, em pé, atrás, na foto), pela atriz Nichelle Nichols. Além de Shatner, os atores Walter Koenig (Chekov) e George Takei (Sulo) ainda estão vivos (ambos de amarelo, atrás). A Enterprise, como um locutor dizia nas aberturas de cada episódio, viajava pelo espaço a fim de desbravar novos mundos e galáxias. Um barato.
Sou fã (vejam a foto acima), um trakker, como são chamados os aficionados por Star Trek, o nome em inglês do seriado. Aqui me refiro apenas à série original, eis que nos anos seguintes filmes e seriados com uma "nova geração" de tripulantes se seguiram, dada a dimensão que a popularidade do programa alcançou. Todavia, pra mim, o original é insuperável, nem curto assistir os derivados.
Não me alongarei com informações sobre a série, isso vocês podem fazer no Google e na Wikipédia se desejarem, prefiro comentar sobre meu episódio preferido, Missão de Misericórdia, o 26° da primeira temporada, cuja primeira foto abaixo ilustra bem: Kirk e Spock descem até o planeta Organia, tido como habitado por uma civilização atrasada que a Federação (união de mundos a qual a Enterprise representa) queria agregar. Entretanto, lá chegando se deparam com seus rivais, o Império Klingon, que tiveram exatamente a mesma ideia, sob o comando de Kor, interpretado pelo ator John Colicos. Um confronto começa entre eles que, ao final, descobrem que os organianos disfarçavam sua condição super evoluída, milênios adiante física, espiritual e tecnologicamente de seus pretensos conquistadores, além de radicalmente pacifistas. Uma surpresa - e lição - para todos, principalmente para os telespectadores. A D O R O.
Até janeiro desse ano, desde 2016, as três temporadas de Jornada nas Estrelas série original estavam disponíveis na Netflix, período em que a maratonei e remaratonei diversas vezes. Snif snif snif, deveria ter comprado em DVD. Vou buscar isso, fica a lição: se tem na Internet, não tem, só a mídia física é eterna.






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