João Adolfo Guerreiro
JOÃO ADOLFO GUERREIRO | Gauchão, o campeonato mais difícil do mundo
Tem de aguentar o repuxo do tirão seco
O que importa pro cuera é cantar de galo dentro do seu rancho, não é mesmo? João Adolfo Guerreiro
Pois pelo segundo ano consecutivo o Gauchão, o campeonato mais difícil do mundo, termina em GreNal, e confirmando esse floreio: o Internacional, atual campeão e o melhor time disparado do certame, com ótima campanha, que na fase de grupos deu um relhaço de 4x2 no rival no Beira Rio, foi ontem na Arena e levou três listras no lombo, do Grêmio. Viram, o Gauchão é dureza, marcou bobeira, já era. O gaúcho tem de estar firme na sela pra aguentar o repuxo do tirão seco e não cair do cavalo.
Todavia, como no futebol se morre num domingo e se renasce no outro, o gaiteiro ainda não deu boa noite. Assim como 50 mil gremistas assistiram o baile Tricolor ontem, domingo que vem 50 mil colorados podem passear em sua cancha. Essa é justamente a graça e a magia da coisa. Difícil é, mas não impossível de reverter esse placar, em se tratando de clubes da série A. Quem conhece o Gauchão sabe: não há favoritismo, tampouco peleia ganha ou carreira fácil. O São José não maneou o Imortal por 1x0 na Arena, na fase de grupos? Pois então.
Por outro lado, o Troféu Cuia de Ouro não muda muito as coisas para a dupla no estrangeiro, pois no Brasileiro ela está mais ou menos como terminou o ano passado nesse campeonato. Mas tchê, o que importa pro cuera é cantar de galo dentro do seu rancho, não é mesmo? A rua é a rua, pois chimarrão se toma dentro de casa, com a prenda, ao lado do fogão à lenha.
Até domingo que vem pra nova festa esportiva taura da Querência Amada. Que vença o mais bravo e que o mais bravo seja o Grêmio, assando o churrasco da vitória. "Quem quiser saber quem sou / Olha para o céu azul / E grita junto comigo / Viva o Rio Grande do Sul".




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