Ministério de Minas e Energia quer apoio do BNDES para térmicas a carvão

Secretário defendeu que usinas da fonte fóssil são importantes para o Sul porque podem ser construídas perto de áreas que concentram consumo de energia na região

Por Portal de Notícias 22/10/2019 - 09:48 hs
Foto: Banco de Imagens
Ministério de Minas e Energia quer apoio do BNDES para térmicas a carvão
Ministério de Minas e Energia quer apoiar a implementação de térmicas a carvão

O Ministério de Minas e Energia quer apoiar a implementação de térmicas a carvão na região Sul, o que envolverá negociações para que o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) financie os empreendimentos, disse o secretário de Planejamento da pasta, Reive Barros.

O secretário defendeu que as térmicas da fonte fóssil são importantes para o Sul porque podem ser construídas perto de áreas que concentram consumo de energia na região, além de terem reservas próximas.
- Nós deveremos no final de 2019, através do ministro Bento Albuquerque, apresentar um programa específico de viabilização de termelétricas a carvão no Rio Grande do Sul e Santa Catarina - disse ele a jornalistas, após participar do leilão de energia A-6 em São Paulo.
O secretário disse que para serem viáveis esses projetos precisam buscar maior eficiência e modernização, de forma a se tornarem mais competitivos e reduzir emissões de carbono, o que não tem sido possível até devido à dificuldade de investidores para financiar os projetos.
- Elas não estão encontrando alternativas de financiamento nem a nível nacional e nem a nível internacional. A ideia é que haja uma discussão entre o Ministério de Energia e o Ministério da Economia para encontrar alternativas, de tal sorte que o BNDES venha a voltar a financiar essas usinas - afirmou Barros.
Os leilões de energia do governo brasileiro para novas usinas não contratam novos empreendimentos a carvão desde 2014, quando a francesa Engie venceu com sua térmica Pampa Sul, que iniciou operação neste ano.
Mais recentemente, a Engie colocou o ativo e outro complexo térmico a carvão em Santa Catarina à venda, em meio a uma estratégia global do grupo francês de investir apenas em renováveis e gás natural, visto como um combustível “de transição” rumo a uma matriz global mais limpa.