Professores e apoiadores fazem caminhada em São Jerônimo

Movimento ganhou apoio de pais, alunos e comerciantes

Por Portal de Notícias 29/11/2019 - 20:46 hs
Foto: Divulgação
Professores e apoiadores fazem caminhada em São Jerônimo
Caminha percorreu as primcipais ruas do Centro da cidade

Nas tarde desta sexta-feira (29/11), Cpers, professores, pais, alunos e outros servidores estaduais realizaram manifestação em São Jerônimo contra o pacote de medidas do governo Eduardo Leite, especialmente contra as alterações do plano de carreira do Magistério.

Reunindo dezenas de pessoas, inclusive de outros municípios, com apitos, bandeiras, faixas e cartazes, os manifestantes caminharem pelas principais ruas do Centro da cidade. Além dos pais e alunos, os manifestantes também ganharam o apoio de boa parte dos comerciantes, que exibiam em seus estabelecimentos cartazes favoráveis ao movimento. O pedido de apoio, atendido pelos empresários, surgiu em uma reunião realizada esta semana no plenário da Câmara de Vereadores.



MOVIMENTO REGIONAL

O movimento grevista ganhou apoio das nove câmaras de vereadores da região, que aprovaram moções de repúdio ao pacote ou de apoio aos servidores. Algumas câmaras formaram comitivas e foram pessoalmente entregas as moções aos deputados.

AJUSTES NO PACOTE

Faltando 17 dias para a possível votação do pacote de reformas do governo do Estado, o governador Eduardo Leite enfrenta turbulências em sua base parlamentar. MDB e PSB já reclamaram da falta de tempo para discutir o novo plano de carreira do magistério, nesta sexta-feira (29/11) o PP emitiu nota pedindo alterações no texto e o PSL anunciou sua saída do governista. Os quatro partidos somam 20 votos na Assembleia Legislativa.
As pressões da base aliada já provocam no Piratini o entendimento de que será necessário fazer concessões no conteúdo original da proposta. No dia da votação, deverá ser apresentada emenda elevando os valores nominais das faixas salariais nos níveis de carreira dos professores.
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Para aprovar o projeto, é necessária maioria simples dos deputados presentes em plenário e, apesar das manifestações de descontentamento da base, o governo mantém a confiança de que com 40 deputados na base a vitória será garantida. Por enquanto, porém, os articuladores políticos de Leite ainda não contabilizam maioria de 28 votos entre os 55 parlamentares.
Com seis deputados, o PP marcou posição em uma reunião da bancada, na manhã desta sexta, e os deputados decidiram apresentar "um conjunto de sugestões". Ao final do encontro, foi divulgada nota, assinada por cinco dos seis parlamentares - por representar o governo, Frederico Antunes não assinou.
“A base tem tido uma reação fiel com o governo. E o governo tem correspondido. Mas pressão sempre existe. E dizer que não vota sem alteração é uma forma de pressão de quem também está sob pressão. Os deputados estão sendo pressionados, os partidos, o governo, todo mundo. O governador está ciente e já acenou com mudanças”, disse Frederico Antunes em entrevista à Zero Hora.

DEPUTADOS DO PSL SEGUEM APOIANDO

Anunciada pelo presidente da legenda, o deputado federal Nereu Crispim, o rompimento com o governo do estado foi exposto à imprensa sem consulta prévia aos próprios deputados estaduais ou ao secretário estadual de Desenvolvimento Econômico, Ruy Irigaray.
No entanto, os três parlamentares - Tenente-coronel Zucco, Capitão Macedo e Vilmar Lourenço - disseram ignorar a posição do partido e afiançaram simpatia ao pacote de reformas.
Em nota, o chefe da Casa Civil, Otomar Vivian, reforçou a confiança do governo nos deputados. "Estamos confiantes que os parlamentares irão continuar na base de sustentação da agenda proposta pelo governador", escreveu Vivian.

Com informações da GaúchaZH