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São Jerônimo, RS,16/03/2026

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Professores e apoiadores fazem caminhada em São Jerônimo

Movimento ganhou apoio de pais, alunos e comerciantes

Divulgação
Professores e apoiadores fazem caminhada em São Jerônimo Caminha percorreu as primcipais ruas do Centro da cidade
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Nas tarde desta sexta-feira (29/11), Cpers, professores,
pais, alunos e outros servidores estaduais realizaram manifestação em São
Jerônimo contra o pacote de medidas do governo Eduardo Leite, especialmente contra
as alterações do plano de carreira do Magistério.


Reunindo dezenas de pessoas, inclusive de outros municípios, com apitos, bandeiras, faixas e cartazes, os
manifestantes caminharem pelas principais ruas do Centro da cidade. Além dos
pais e alunos, os manifestantes também ganharam o apoio de boa parte dos
comerciantes, que exibiam em seus estabelecimentos cartazes favoráveis ao
movimento. O pedido de apoio, atendido pelos empresários, surgiu em uma reunião
realizada esta semana no plenário da Câmara de Vereadores.





MOVIMENTO REGIONAL



O movimento grevista ganhou apoio das nove câmaras de vereadores da região, que
aprovaram moções de repúdio ao pacote ou de apoio aos servidores. Algumas
câmaras formaram comitivas e foram pessoalmente entregas as moções aos
deputados.




AJUSTES NO PACOTE



Faltando 17 dias para a possível votação do pacote de reformas do governo
do Estado, o governador Eduardo Leite enfrenta turbulências em sua base
parlamentar. MDB e PSB já reclamaram da falta de tempo para discutir o novo
plano de carreira do magistério, nesta sexta-feira (29/11) o PP emitiu nota
pedindo alterações no texto e o PSL anunciou sua saída do governista. Os quatro
partidos somam 20 votos na Assembleia Legislativa.


As pressões da base aliada já provocam no Piratini o entendimento de que será
necessário fazer concessões no conteúdo original da proposta. No dia da
votação, deverá ser apresentada emenda elevando os valores nominais das faixas
salariais nos níveis de carreira dos professores.


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Contra
o pacote, PSL deixa o governo Leite


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Para aprovar o projeto, é necessária maioria simples dos deputados presentes em
plenário e, apesar das manifestações de descontentamento da base, o governo
mantém a confiança de que com 40 deputados na base a vitória será garantida. Por
enquanto, porém, os articuladores políticos de Leite ainda não contabilizam
maioria de 28 votos entre os 55 parlamentares.


Com seis deputados, o PP marcou posição em uma reunião da bancada, na manhã
desta sexta, e os deputados decidiram apresentar "um conjunto de
sugestões". Ao final do encontro, foi divulgada nota, assinada por cinco
dos seis parlamentares - por representar o governo, Frederico Antunes não
assinou.


“A base tem tido uma reação fiel com o governo. E o governo tem correspondido.
Mas pressão sempre existe. E dizer que não vota sem alteração é uma forma de
pressão de quem também está sob pressão. Os deputados estão sendo pressionados,
os partidos, o governo, todo mundo. O governador está ciente e já acenou com
mudanças”, disse Frederico Antunes em entrevista à Zero Hora.




DEPUTADOS DO PSL SEGUEM APOIANDO



Anunciada pelo presidente da legenda, o deputado federal Nereu Crispim, o
rompimento com o governo do estado foi exposto à imprensa sem consulta prévia
aos próprios deputados estaduais ou ao secretário estadual de Desenvolvimento
Econômico, Ruy Irigaray.


No entanto, os três parlamentares - Tenente-coronel Zucco, Capitão Macedo e
Vilmar Lourenço - disseram ignorar a posição do partido e afiançaram simpatia
ao pacote de reformas.


Em nota, o chefe da Casa Civil, Otomar Vivian, reforçou a confiança do governo
nos deputados. "Estamos confiantes que os parlamentares irão continuar na
base de sustentação da agenda proposta pelo governador", escreveu Vivian.




Com informações da GaúchaZH



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