Justiça autoriza continuidade do licenciamento ambiental do projeto da CMPC no Rio Grande do Sul
Decisão da Justiça Federal mantém andamento do processo de licenciamento da nova fábrica de celulose, enquanto ação do MPF segue em tramitação
O Projeto Natureza contempla a implantação de uma nova fábrica de celulose, além de terminal portuário e outras estruturas logísticas A Justiça Federal decidiu manter o andamento do processo de licenciamento ambiental do Projeto Natureza, da CMPC, que prevê a construção de uma nova fábrica de celulose no Rio Grande do Sul. A decisão foi proferida pela juíza federal Maria Isabel Pezzi Klein e permite que a Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam) continue a análise técnica do empreendimento.
A medida ocorre no âmbito de uma ação civil pública movida pelo Ministério Público Federal (MPF), que questiona o processo de licenciamento e solicita a ampliação das consultas a comunidades indígenas, quilombolas e pescadores potencialmente afetados pelo projeto.
Ao analisar o caso, a magistrada entendeu que, neste momento, não cabe ao Judiciário interferir na condução dos estudos técnicos realizados pelos órgãos ambientais competentes. Segundo a decisão, o processo de licenciamento ainda está em desenvolvimento e não há uma conclusão definitiva que justifique eventual intervenção judicial.
Embora tenha autorizado a continuidade da análise ambiental, a Justiça não extinguiu a ação. O processo seguirá em tramitação e poderá ser reavaliado quando houver a emissão da licença prévia, etapa que atesta a viabilidade ambiental do empreendimento e servirá de base para uma análise mais aprofundada do cumprimento da legislação.
Na decisão, a juíza também defendeu a retomada do diálogo entre os órgãos públicos, o Ministério Público Federal e a empresa, buscando alternativas que reduzam os impactos ambientais e garantam a proteção das comunidades potencialmente atingidas, sem comprometer o investimento previsto.
O Projeto Natureza contempla a implantação de uma nova fábrica de celulose, além de terminal portuário e outras estruturas logísticas. O investimento estimado é de R$ 27 bilhões, considerado um dos maiores projetos privados em desenvolvimento no Rio Grande do Sul.
Com a decisão judicial, a Procuradoria-Geral do Estado informou que o processo de licenciamento continuará normalmente na Fepam. A direção da CMPC também avaliou o despacho de forma positiva e informou que analisará os próximos passos em conjunto com sua equipe jurídica.





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