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São Jerônimo, RS,01/07/2026

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Emprego na Região Carbonífera fecha maio com saldo negativo, apesar do avanço em quatro municípios

Caged aponta perda de 23 postos de trabalho formais na região; Butiá teve o melhor desempenho, enquanto Minas do Leão registrou a maior redução de vagas

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Emprego na Região Carbonífera fecha maio com saldo negativo, apesar do avanço em quatro municípios Caged aponta perda de 23 postos de trabalho formais na região; Butiá teve o melhor desempenho, enquanto Minas do Leão registrou a maior redução de vagas
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O mercado de trabalho formal da Região Carbonífera encerrou o mês de maio de 2026 com saldo negativo de 23 empregos com carteira assinada, conforme dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged). No período, foram registradas 1.268 admissões e 1.291 desligamentos nos oito municípios da região, que juntos mantêm um estoque de 32.491 trabalhadores formais.

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Embora o resultado regional tenha sido negativo, metade dos municípios apresentou geração de empregos. O destaque foi Butiá, que liderou a criação de vagas ao registrar saldo positivo de 37 postos de trabalho. A cidade contabilizou 176 admissões e 139 demissões, alcançando um estoque de 3.911 empregos formais.

São Jerônimo também encerrou o mês com desempenho positivo, criando sete novas vagas. O município registrou 108 contratações e 101 desligamentos, mantendo um estoque de 3.332 trabalhadores com carteira assinada.

Barão do Triunfo e General Câmara também apresentaram crescimento no emprego formal. Em Barão do Triunfo, foram 11 admissões e cinco demissões, resultando em saldo positivo de seis vagas. Já General Câmara fechou maio com cinco novos postos de trabalho, após registrar 15 contratações e 10 desligamentos.

Quatro municípios encerraram o mês no vermelho

Na outra ponta, Minas do Leão apresentou o pior desempenho da região. O município perdeu 37 vagas formais, resultado de 52 admissões e 89 demissões, encerrando o mês com estoque de 1.313 empregos.

Triunfo também registrou redução significativa, com saldo negativo de 21 postos de trabalho. Apesar de liderar a região em movimentação do mercado de trabalho, com 641 admissões e 662 desligamentos, o município permanece com o maior estoque de empregos formais da Região Carbonífera, totalizando 16.056 vínculos.

Arroio dos Ratos perdeu 13 vagas, com 44 admissões e 57 demissões, enquanto Charqueadas fechou o mês com saldo negativo de sete empregos, resultado de 221 contratações e 228 desligamentos. Mesmo com a retração, Charqueadas segue como o segundo maior empregador da região, com estoque de 5.838 postos formais.

Triunfo concentra quase metade dos empregos formais

Os dados do Caged também evidenciam a concentração do mercado formal de trabalho em Triunfo, que reúne cerca de metade dos empregos existentes na Região Carbonífera. Na sequência aparecem Charqueadas (5.838), Butiá (3.911), São Jerônimo (3.332), Arroio dos Ratos (1.407), Minas do Leão (1.313), General Câmara (409) e Barão do Triunfo (225).

Apesar do resultado negativo no consolidado regional, o desempenho positivo de municípios como Butiá, São Jerônimo, General Câmara e Barão do Triunfo demonstra que parte da região manteve ritmo de geração de empregos formais durante o mês de maio.



RS cria quase 40 mil empregos com carteira assinada nos cinco primeiros meses deste ano

O Rio Grande do Sul encerrou os cinco primeiros meses deste ano com saldo positivo de 39.319 empregos formais, conforme dados do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), divulgados na terça-feira (30) pelo Ministério do Trabalho e Emprego. No período, foram registradas 718.199 admissões e 678.880 desligamentos.

Com esse desempenho, o Estado aparece na oitava posição entre as unidades da Federação que mais geraram empregos com carteira assinada de janeiro a maio. À frente do Rio Grande do Sul, estão São Paulo (215.924 vagas), Minas Gerais (87.375), Santa Catarina (61.658), Paraná (60.400), Bahia (45.294), Rio de Janeiro (42.675) e Goiás (40.339).

Na comparação entre as regiões do País, o Sul foi o segundo maior gerador de empregos formais entre janeiro e maio, com saldo de 161.377 postos de trabalho, atrás apenas da Região Sudeste, que criou 371.985 vagas no período.

Para o titular da Secretaria Estadual de Trabalho e Desenvolvimento Profissional, José Scorsatto, os números revelam aspectos específicos da economia produtiva estadual e fatores externos para o resultado divulgado. “Avaliamos que os dados do Caged refletem diretamente a sazonalidade de algumas culturas. A economia de nosso Estado convive com essa característica, de forma mais intensa no primeiro semestre. Aliada a isso, a taxação imposta pelos Estados Unidos também traz reflexos diretos nos dados. A perspectiva é que percebamos resultados satisfatórios para os próximos meses, fazendo com que o acumulado de vagas siga com números positivos”, avaliou.

Salário médio cresce em maio

Em maio, o salário médio das admissões no Rio Grande do Sul atingiu R$ 2.277,28, valor 2,42% superior ao registrado no mesmo mês de 2025. O resultado foi o melhor entre os três Estados da Região Sul.

Na comparação com abril, o RS também apresentou o melhor desempenho regional, com alta de 0,48% no salário médio de admissão. No mesmo intervalo, o Paraná registrou queda de 0,51%, e Santa Catarina, de 0,19%, enquanto a média da Região Sul ficou negativa em 0,11%.

Ao longo de maio, o RS contabilizou 122.136 admissões e 127.793 desligamentos. Segundo a análise dos dados, o resultado acompanha o comportamento sazonal da economia, especialmente em razão do encerramento de safras agrícolas, como as de maçã e do arroz, que impactam o desempenho do setor agropecuário.

Brasil cria 72.960 postos de trabalho em maio

Em maio o saldo de empregos formais registrados pelo Cadastro Geral de Empregados Desempregados (Novo Caged) foi de 72.960 postos de trabalho, resultante de 2.207.303 admissões e 2.134.343 desligamentos no mês. O saldo foi 51.848 vagas para mulheres e para homens 21.112. No acumulado do ano de 2026, o mercado gerou 767.326 novos postos de trabalho com carteira assinada, crescimento de 1,6% de vagas. Considerado os últimos 12 meses, o saldo de empregos chegou a 973.285 novas vagas, crescimento de 2,1% no período.

O saldo positivo foi registrado em 22 das 27 Unidades Federativas, sendo o estado de São Paulo, com 18.224 novos postos, o maior gerador de empregos. Espírito Santo (9.532) e Rio de Janeiro (9.195) também apresentaram bons resultados. O principal resultado negativo no país ficou por conta do Rio Grande do Sul (-5.657), com 122.136 contratações contra 127.793 desligamentos. Na região Sul o estado do Paraná foi o único que apresentou saldo positivo no mês com 2.210 vagas. No total foram admitidos 165.500 trabalhadores contra 163.290 desligamentos. Já Santa Catarina teve 136.956 contratações e 137.618 demissões, resultando em um saldo negativo de 662 postos de trabalho.

Todos os cinco grandes grupamentos de atividades econômicas registraram saldos positivos em maio, sendo o maior crescimento do emprego formal registrados no setor de serviços, que gerou 45.655 postos de trabalho (0,2%). A construção registrou saldo positivo de 12.096 postos formais de trabalho (0,4%). Na indústria, o saldo chegou a 4.974 postos. A agropecuária, com geração de 10.205 postos, apresentou crescimento de 0,6%. 


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