Região Carbonífera registra saldo positivo de 206 empregos formais em abril
Triunfo liderou geração de vagas com carteira assinada, enquanto São Jerônimo, Minas do Leão e Charqueadas também fecharam o mês com saldo positivo
Região Carbonífera registra saldo positivo de 206 empregos formais em abril Os dados divulgados pelo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho e Emprego, apontam que a Região Carbonífera encerrou o mês de abril de 2026 com saldo positivo de 206 postos de trabalho com carteira assinada. O indicador considera a diferença entre admissões e desligamentos registrados no período.
Ao todo, foram contabilizadas 1.539 admissões e 1.333 demissões nos municípios da região, que juntos somam estoque de 32.522 empregos formais.
O município de Triunfo apresentou o melhor desempenho entre as cidades da região, com saldo positivo de 166 vagas, resultado de 892 admissões e 726 desligamentos. O município também possui o maior estoque de empregos formais da região, com 16.080 trabalhadores registrados.
São Jerônimo apareceu em seguida, com saldo positivo de 19 vagas, após registrar 121 contratações e 102 demissões. Charqueadas e Minas do Leão também fecharam o período em alta, ambos com saldo positivo de 18 empregos formais.
Por outro lado, algumas cidades encerraram março com mais desligamentos do que admissões. Arroio dos Ratos teve saldo negativo de oito vagas, General Câmara fechou com menos quatro postos, Barão do Triunfo registrou redução de duas vagas e Butiá encerrou o mês com saldo negativo de um emprego formal.
Confira os números da Região Carbonífera em abril de 2026:

Os dados do Caged são divulgados mensalmente pelo Ministério do Trabalho e Emprego e servem como um dos principais indicadores do comportamento do mercado formal de trabalho no país.
RS acumula mais de 45 mil vagas formais de trabalho abertas em 2026
O Rio Grande do Sul registrou 45.461 novas vagas com carteira assinada de janeiro a abril de 2026, resultado de 594.978 contratações e 549.517 desligamentos do período. Os dados são do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Novo Caged), do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), divulgado na quinta-feira (28/5).
O Estado ocupa a quinta posição no ranking das unidades federativas com maior saldo positivo no ano, permanecendo atrás de São Paulo (202,4 mil), Minas Gerais (78,6 mil), Santa Catarina (63 mil) e Paraná (58,9 mil). A Região Sul, por sua vez, ocupou o segundo lugar na geração de empregos no país, com 167.330 novos postos, em uma classificação liderada pela Região Sudeste, com 331.442 vagas formais.
Os números indicam que o Estado manteve a geração de empregos de forma estável, com pouca variação em relação ao mês anterior, quando foram registrados cerca de 46 mil postos formais no acumulado do ano. O comportamento reflete as oscilações naturais das safras no Rio Grande do Sul, que influenciam o ritmo das admissões ao longo do ano.
“Essa é uma característica do Rio Grande do Sul, que pode ser verificada nos próximos meses, mas que no segundo semestre tende a se estabilizar e apresentar um crescimento expressivo na criação de postos de trabalho”, destacou o secretário de Trabalho e Desenvolvimento Profissional, José Scorsatto. “Mesmo com essa variação, seguimos entre os cinco Estados que mais formalizaram empregos em 2026 e seguimos trabalhando para que esses dados sejam ainda mais positivos”, acrescentou o secretário.
Números de abril
Em abril, o Rio Grande do Sul registrou um aumento de 1,54% no salário médio das admissões em relação ao mesmo período do ano passado, alcançando R$ 2.251,75. Com esse resultado, o Estado apresentou o melhor desempenho da região Sul, enquanto os demais Estados registraram variações negativas na passagem de março para abril. No período, o Rio Grande do Sul teve 134.569 admissões e 135.965 demissões, resultado que acompanha o movimento sazonal característico da economia gaúcha, principalmente em razão do desempenho da agricultura, impactada pelo encerramento das safras como a da maçã.
A indústria liderou o ranking de empregos formais criados por grupamento de atividades no mês, com 1.114 novos postos de trabalho. O setor de serviços ocupou a segunda posição, com a geração de 1.292 vagas. A agropecuária, conforme esperado, apresentou saldo negativo no mês, com menos 3.120 empregos
Agência Brasil
Os dados divulgados pelo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho e Emprego, apontam que 85.888 postos de trabalho com carteira assinada foram abertos em abril. O indicador mede a diferença entre contratações e demissões.
O saldo é 62,3% menor em relação a março, quando o país criou 227.974 empregos.
A criação de empregos caiu 63,9% em comparação a abril do ano passado, pressionada pelos juros altos e pela desaceleração da economia. No mesmo mês de 2025, tinham sido criados 238.216 postos de trabalho, nos dados com ajuste, que consideram declarações entregues em atraso pelos empregadores.
Em relação aos meses de abril desde 2020, esse é o segundo resultado mais baixo da série, só perdendo para o mesmo mês de 2020, que registrou o fechamento de 981.342 postos, no início da pandemia de covid-19. A mudança da metodologia impede a comparação com anos anteriores a 2020.
Acumulado
De janeiro a abril, o Caged registrou queda de 23,4% no acumulado de vagas formais:
- 699.762 (quatro meses de 2026)
- 913.827 (quatro meses de 2025)
Os dados trazem ajustes, quando o Ministério do Trabalho registra declarações entregues fora do prazo pelos empregadores e retifica os dados de meses anteriores.
Setores
Na divisão por ramos de atividade, três dos cinco setores pesquisados criaram empregos formais em abril.
- Serviços: +69.601 postos
- Construção civil: +23.525
- Indústria (de transformação, de extração e de outros tipos): +9.256
- Dois setores demitiram mais do que contrataram em abril
- Agropecuária: -8.378 postos
- Comércio: -8.114
Tradicionalmente, o mês de abril é fraco para o comércio. Em relação à agricultura, as demissões devem-se ao fim da safra de soja e à desmobilização dos cultivos de maçã e de laranja.
Destaques
Nos serviços, a criação de empregos foi puxada pelo segmento de saúde humana e serviços sociais, com a abertura de 18.150 postos formais. A categoria de transporte, armazenagem e correio abriu 12.235 vagas.
Na construção civil, o destaque positivo ficou com o segmento serviços especializados para construção, que abriu 8.745 empregos formais. Em segundo, vem a construção de edifícios, com 7.397 postos.
Na indústria, o maior gerador de empregos foi a fabricação de álcool, com 4.522 vagas, seguida por abate e fabricação de produtos de carne (+2.333) e fabricação de automóveis, caminhonetes e utilitários (+1.849).
Regiões e estados
Todas as cinco regiões registraram abertura de vagas formais em abril.
>> Veja abaixo o desempenho de cada região:
- Sudeste: 44.545 postos
- Nordeste: 18.714
- Centro-Oeste: 10.890
- Norte: 6.651
- Sul: 4.449
Na divisão por unidades da Federação, 24 registraram saldo positivo e três demitiram mais do que contrataram. Os destaques na criação de empregos foram em São Paulo (+20.202), Rio de Janeiro (+11.741) e Minas Gerais (+8.991).
Os estados que eliminaram empregos formais em abril foram Alagoas (-1.505), Rio Grande do Sul (-1.396) e Rio Grande do Norte (-1.396).
Carteira assinada
Com a criação de empregos formais, o número de trabalhadores com carteira assinada encerrou abril em 47.810.425, alta de 0,18% em relação a março e de 2,26% em relação ao mesmo mês do ano passado.





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