RS decreta emergência em saúde e amplia leitos para enfrentar doenças respiratórias
Estado prevê abertura de mais de 1,8 mil leitos e reforça atendimento durante o período crítico do inverno
Estado prevê abertura de mais de 1,8 mil leitos e reforça atendimento durante o período crítico do inverno O governo do Rio Grande do Sul decretou estado de emergência em saúde pública para enfrentar o aumento das internações por doenças respiratórias, especialmente casos de síndrome respiratória aguda grave. A medida foi oficializada por decreto publicado nesta quinta-feira (30) e tem validade inicial de 120 dias.
A decisão ocorre diante do crescimento na circulação de vírus respiratórios, que tem pressionado a rede hospitalar, sobretudo no atendimento pediátrico. O cenário inclui aumento nas filas de espera em emergências e risco de sobrecarga no Sistema Único de Saúde.
Como parte das ações emergenciais, o Estado prevê a abertura de 604 leitos com financiamento estadual e a habilitação de outros 1.277 leitos com recursos federais, totalizando mais de 1,8 mil novas vagas. A ampliação integra a Operação Inverno Gaúcho com Saúde, antecipada neste ano para o mês de abril.
Durante o período de emergência, hospitais que atendem pelo SUS deverão priorizar a ampliação de leitos clínicos com suporte ventilatório e de unidades de terapia intensiva (UTI), com foco no atendimento de pacientes com quadros respiratórios graves.
A Secretaria Estadual da Saúde será responsável por coordenar as ações e estabelecer diretrizes para garantir uma resposta integrada do sistema, com prioridade para o atendimento infantil. Municípios também poderão adotar medidas complementares conforme a realidade local.
Além da ampliação de leitos, o governo estadual anunciou o repasse de R$ 7,5 milhões aos municípios para reforçar a atenção primária. Entre as medidas estão a ampliação do horário de funcionamento das unidades de saúde, atendimento aos fins de semana, contratação de profissionais e intensificação das campanhas de vacinação.
Outra iniciativa prevista é a implementação do serviço de teleUTI pediátrica, que permitirá o suporte remoto a equipes médicas no atendimento de crianças, auxiliando na tomada de decisões e na necessidade de transferências.
O conjunto de ações busca ampliar a capacidade de resposta da rede de saúde diante do aumento sazonal de doenças respiratórias durante o outono e o inverno.






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