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São Jerônimo, RS,04/05/2026

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João Adolfo Guerreiro

JOÃO ADOLFO GUERREIRO | Chovia, choveu

Alguém esqueceu?

Arquivo Pessoal
JOÃO ADOLFO GUERREIRO | Chovia, choveu

João Adolfo Guerreiro


No 1° de Maio, em 2024, chovia;

Na 1° de Maio, em 2026, choveu.

A água batia no vidro da janela do hotel,

A água bateu no asfalto da rua da cidade.

Os balões não subiram no céu de Torres,

As pessoas não andaram nas vias de Charqueadas.

 

1° de Maio, chovia;

1° de Maio, choveu:

A água subia,

A rua morreu;

O rio enchia,

A via encolheu;

A casa jazia,

O café aqueceu.

 

Chovia,

Choveu:

O Jacuí invadia,

A 1° de Maio escureceu.

 

1° de Maio, no dia;

1°de Maio, na avenida:

Dia do Trabalhador!

No vidro da janela,

No chão da rua;

No vidro hotel,

No vidro da cafeteria.

 

Choveu na memória,

Chovia na dor.

Um café pros amigos,

Dois anos depois.

 

"Chove lá fora

E aqui

Faz tanto frio"

 

Chovia,

Choveu.

Alguém esqueceu?

 

"Lágrimas e chuva

Molham o vidro da janela"

 

Fez sol no domingo,

A chuva se foi

e o frio chegou.

 

O Jacuí segue seu curso

E as pessoas caminham pela 1° de Maio.

 

Segunda-feira, 2026.



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