Julgamento do caso Henry Borel é adiado após defesa deixar plenário
Júri foi remarcado para 22 de junho após saída de advogados do ex-vereador Jairinho durante a sessão
Julgamento do caso Henry Borel é adiado após defesa deixar plenário O julgamento do caso Henry Borel, que apura a morte do menino de 4 anos, foi adiado nesta segunda-feira (23) após advogados de defesa do ex-vereador Dr. Jairinho abandonarem o plenário do Tribunal do Júri, no Rio de Janeiro.
A sessão teve início por volta das 9h e foi marcada por mais de duas horas de debates. A defesa solicitou o adiamento do julgamento, alegando não ter tido acesso completo às provas do processo. O pedido foi negado pela juíza responsável, que entendeu não haver prejuízo ao direito de defesa, uma vez que as questões já haviam sido discutidas anteriormente.
Após a decisão, o advogado Zanone Júnior anunciou a saída do plenário, sendo acompanhado pelos demais defensores do réu. Com isso, a sessão foi interrompida.
A magistrada classificou a conduta como inadmissível e considerou o abandono do plenário um ato atentatório à dignidade da Justiça, determinando a responsabilização dos cinco advogados pelos prejuízos causados com o adiamento.
Entre as medidas adotadas, foi determinado o envio de ofício à Ordem dos Advogados do Brasil para apuração de possíveis infrações éticas. Também foi solicitado ao Tribunal de Justiça o levantamento dos custos do julgamento, incluindo despesas com jurados, servidores, segurança e estrutura, com objetivo de ressarcimento ao erário.
A decisão ainda prevê comunicação ao ministro Gilmar Mendes sobre o ocorrido.
O promotor Fábio Vieira criticou a atitude da defesa, apontando prejuízo ao andamento do processo. Já o assistente de acusação, Cristiano Medida na Rocha, afirmou que a conduta não encontra respaldo jurídico e sugeriu que, em uma próxima sessão, a Defensoria Pública seja designada para atuar no caso, evitando nova interrupção.
O júri foi remarcado para o dia 22 de junho, às 9h.






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