Conclusão de projeto de ponte entre Triunfo e São Jerônimo é novamente adiada
Dnit prorroga por mais seis meses prazo para conclusão dos estudos técnicos da obra aguardada há cerca de 60 anos
Dnit prorroga por mais seis meses prazo para conclusão dos estudos técnicos da obra aguardada há cerca de 60 anos A conclusão do projeto executivo da ponte sobre o Rio Jacuí, que ligará os municípios de Triunfo e São Jerônimo, foi novamente adiada. Com a nova prorrogação anunciada pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), a obra considerada histórica para a Região Carbonífera fica ainda mais distante de sair do papel. As informações são da Zero Hora.
Atualmente, a travessia no trecho é realizada exclusivamente por balsa, com tempo médio de até 15 minutos. Cerca de mil veículos utilizam o serviço diariamente. Em períodos de estiagem severa ou de chuvas intensas, a operação pode ser interrompida, o que dificulta a mobilidade e o escoamento da produção regional.
Novo prazo para estudos
O Dnit estendeu em mais seis meses o prazo para a conclusão dos estudos técnicos do projeto executivo, considerados complexos. A empresa responsável pelos levantamentos agora terá até 13 de setembro para finalizar o trabalho. Já a vigência do contrato foi prorrogada até março de 2027.
Esta etapa é a última antes do início efetivo das obras. Inicialmente, a previsão era de que os estudos fossem concluídos em março de 2025. O custo do projeto está estimado em cerca de R$ 2,58 milhões.
Um estudo de viabilidade já definiu o traçado da futura ponte, que deverá ser construída mais a leste do ponto onde hoje ocorre a travessia por balsa. Além da estrutura sobre o rio, o projeto prevê a ligação com a BR-470, com implantação de acessos asfaltados.
Histórico de promessas
A construção da ponte é uma demanda antiga da população local, com promessas que se estendem por aproximadamente seis décadas. Ainda no governo de Yeda Crusius (2007–2011), chegou a ser instalada uma placa indicando a futura obra.
Em 2015, a rodovia foi federalizada, transferindo a responsabilidade pelo empreendimento ao Dnit. Posteriormente, em 2021, a bancada federal gaúcha destinou recursos para elaboração do projeto, mas a licitação não avançou e a verba acabou sendo redirecionada para outra intervenção.
Enquanto o projeto não é concluído e a obra não inicia, moradores e motoristas da Região Carbonífera seguirão dependendo do sistema de balsas para cruzar o Rio Jacuí.






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