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São Jerônimo, RS,17/03/2026

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Covid-19 segue em queda no RS seis anos após início da pandemia

Dados indicam redução de internações e mortes; especialistas apontam fase endêmica e circulação de outros vírus respiratórios; vacinação continua sendo recomendada

Ministério da Saúde / Divulgação
Covid-19 segue em queda no RS seis anos após início da pandemia Dados indicam redução de internações e mortes; especialistas apontam fase endêmica e circulação de outros vírus respiratórios; vacinação continua sendo recomendada
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Seis anos após o início da pandemia, a Covid-19 ainda registra casos graves no Rio Grande do Sul, mas os indicadores mostram tendência de queda nas hospitalizações e nos óbitos. Apesar da percepção de aumento de infecções leves em diferentes regiões, autoridades de saúde afirmam que o cenário permanece dentro do esperado para o período.

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De acordo com a Secretaria Estadual da Saúde, o Estado contabilizou 1.263 internações por Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) em 2026. Deste total, 192 foram relacionadas à Covid-19 e 55 à Influenza. A maioria dos casos, 709, não teve agente viral identificado.

No mesmo intervalo, foram registradas 93 mortes por SRAG, sendo 29 associadas ao coronavírus — número inferior ao observado em anos anteriores. Em 2025, foram 192 óbitos e, em 2024, 284.

Vírus em fase endêmica

Especialistas avaliam que a Covid-19 passou a apresentar comportamento endêmico, permanecendo em circulação na população, mas com impacto menor do que nos primeiros anos da crise sanitária. A maioria dos casos atuais está relacionada a variantes da linhagem Ômicron, caracterizadas por maior transmissibilidade e, em geral, menor gravidade em populações com ampla cobertura vacinal.

Além do coronavírus, outros vírus respiratórios têm contribuído para o aumento das síndromes gripais no país. Dados da Fundação Oswaldo Cruz apontam crescimento recente de casos de SRAG impulsionado por agentes como rinovírus, vírus sincicial respiratório e influenza A.

A redução da testagem também influencia a percepção da população. Atualmente, os exames são priorizados para pacientes hospitalizados, grupos de risco ou investigação de surtos, o que pode resultar em subnotificação de casos leves.

Vacinação continua sendo recomendada

A campanha de vacinação contra a gripe no Estado está prevista para começar em 28 de março. Já a imunização contra a Covid-19 segue disponível, principalmente para públicos prioritários, como idosos, gestantes, pessoas com comorbidades e profissionais de saúde.

Autoridades sanitárias reforçam que a proteção conferida pelas vacinas diminui ao longo do tempo, especialmente contra a infecção, o que torna importante a aplicação de doses de reforço periódicas, sobretudo entre os grupos mais vulneráveis.


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