Cooperativa Piá convocará assembleia para decidir sobre liquidação
Associados irão votar proposta que prevê continuidade das operações enquanto dívidas são organizadas
Cooperativa Piá convocará assembleia para decidir sobre liquidação A Cooperativa Piá, com sede em Nova Petrópolis, convocou uma Assembleia Geral Extraordinária para o dia 26 de março com o objetivo de deliberar sobre a possibilidade de iniciar um processo de liquidação da entidade. A medida ocorre em meio à crise financeira enfrentada pela cooperativa nos últimos anos. As informações são do Jornal do Comércio.
Segundo o presidente Jorge Dinnebier, a proposta prevê uma liquidação com continuidade dos negócios, modalidade prevista em lei que permite à cooperativa manter parte das atividades enquanto busca reorganizar as finanças e quitar dívidas. A decisão final caberá aos associados que participarem da assembleia.
Situação financeira e objetivo da medida
A crise da cooperativa se agravou em 2023, após a renúncia da diretoria em meio a um passivo que chegava a cerca de R$ 260 milhões. Desde então, a nova gestão promoveu a venda de ativos e a redução de custos como forma de tentar recuperar a saúde financeira da entidade.
Em nota, a cooperativa informou que o procedimento tem como principal finalidade viabilizar a recuperação econômica e preservar as operações essenciais. O modelo de liquidação adotado não representa encerramento imediato das atividades nem se confunde com recuperação judicial.
Funcionamento do processo
De acordo com especialistas em direito empresarial, nesse tipo de procedimento a cooperativa entra em fase de encerramento gradual, mantendo atividades de forma limitada e controlada para organizar o pagamento de obrigações, preservar patrimônio e concluir contratos em andamento.
Nesse regime transitório, a entidade passa a atuar com finalidade liquidatória, deixando de priorizar a expansão dos negócios. A condução das ações normalmente é transferida a um liquidante, responsável por organizar os atos necessários até a eventual extinção da cooperativa.
Origem da crise
O quadro financeiro começou a se deteriorar após mudanças no modelo de gestão e a execução de um projeto de expansão no setor leiteiro. Inicialmente estimado em cerca de R$ 28 milhões, o investimento acabou superando R$ 100 milhões, com a contratação de diversos empréstimos bancários.
A aquisição de equipamentos importados, dificuldades na área comercial e sucessivas trocas em setores estratégicos também contribuíram para o agravamento da situação, impactando a relação da cooperativa com o mercado.






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