Anvisa amplia indicação da vacina contra HPV para prevenção de câncer de cabeça e pescoço
Imunizante poderá ser aplicado em pessoas de 9 a 45 anos para reduzir risco de tumores na orofaringe
Imunizante poderá ser aplicado em pessoas de 9 a 45 anos para reduzir risco de tumores na orofaringe A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou, nesta terça-feira (10), a ampliação do uso da vacina contra o HPV (papilomavírus humano) para a prevenção de cânceres de orofaringe, cabeça e pescoço. A nova indicação contempla crianças, adolescentes e adultos entre 9 e 45 anos.
A recomendação é que a imunização seja realizada, preferencialmente, antes do início da vida sexual, uma vez que o HPV é transmitido principalmente por meio de relações sexuais.
A vacina aprovada para essa finalidade é a Gardasil 9, que já era utilizada na prevenção de câncer do colo do útero, da vulva, da vagina e do ânus, além de lesões pré-cancerosas, verrugas genitais e infecções persistentes causadas pelo vírus.
Desinformação entre homens preocupa especialistas
Apesar da ampliação das indicações e da disponibilidade da vacina gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS), o desconhecimento sobre os riscos do HPV ainda é elevado, especialmente entre os homens.
Levantamento realizado pela farmacêutica MSD, com apoio da Sociedade Brasileira de Urologia (SBU), aponta que 64% dos homens brasileiros desconhecem a relação entre o HPV e o câncer. Mais da metade dos entrevistados (54%) não associa o vírus às verrugas genitais, e apenas 34% sabem que a infecção pode evoluir para diferentes tipos de câncer.
O estudo também mostra que 49% dos participantes não sabem que exames regulares auxiliam na detecção precoce do vírus. Além disso, 45% acreditam que o uso de preservativo é suficiente para prevenir a infecção — embora a camisinha reduza o risco, ela não oferece proteção total contra o HPV.
Mesmo com 65% dos homens afirmando saber o que é o HPV, o vírus não está entre as infecções sexualmente transmissíveis (ISTs) mais lembradas por eles, ficando atrás de HIV, sífilis e gonorreia.
A ampliação do uso da vacina é vista como estratégia importante para reduzir a incidência de tumores associados ao HPV e ampliar a proteção da população contra complicações graves da infecção.






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