Cesta de alimentos registra queda no RS e recua 0,48% em janeiro de 2026
Boletim da Receita Estadual aponta deflação de 1,54% em 12 meses e maior impacto positivo entre famílias de menor renda
De acordo com a Receita Estadual, a redução teve impacto mais significativo entre as famílias com menor renda A cesta de alimentos ficou mais barata no Rio Grande do Sul em janeiro de 2026. Dados do boletim Preços Dinâmicos, elaborado pela Receita Estadual a partir de notas fiscais eletrônicas emitidas no Estado, indicam recuo de 0,48% nos preços em relação a dezembro e queda acumulada de 1,54% na comparação com os últimos doze meses.
De acordo com a Receita Estadual, a redução teve impacto mais significativo entre as famílias com menor renda, já que os alimentos que apresentaram maior deflação são justamente os mais consumidos por esse grupo. Entre os destaques estão a coxa de frango e o arroz branco, itens centrais na alimentação da população de baixa renda.
Por outro lado, alguns produtos tradicionalmente associados à pressão inflacionária tiveram comportamento distinto. Mamão e chocolate em tablete, por exemplo, figuraram entre os itens com alta de preços, mas são menos consumidos pelas faixas de renda mais baixas, o que ajuda a explicar o efeito positivo concentrado nesse público.
Segundo o subsecretário adjunto da Receita Estadual, Giovanni Padilha, o boletim traz um indicador inédito, construído a partir do cruzamento dos dados fiscais com a Pesquisa de Orçamentos Familiares do IBGE. Ele destaca que, além da média estadual, a plataforma permite analisar o comportamento dos preços por região e por estrato de renda. Conforme Padilha, a ferramenta amplia a capacidade de formulação e avaliação de políticas públicas.
O levantamento também aponta diferenças regionais relevantes, organizadas a partir dos Conselhos Regionais de Desenvolvimento (Coredes). No Litoral Norte, por exemplo, os preços da cesta de alimentos registraram forte elevação na comparação anual, influenciados pela alta temporada, superando inclusive regiões tradicionalmente mais caras, como a Serra Gaúcha e a região das Hortênsias.
Já áreas como a Fronteira Oeste e a Campanha tendem a apresentar alimentos mais baratos, reflexo da menor renda média e do menor consumo. Em contrapartida, regiões com maior poder aquisitivo, como a Serra Gaúcha, registram preços mais elevados. Conforme a Receita Estadual, essas variações são resultado de uma combinação entre renda, capacidade de consumo e estrutura logística.
Padilha ressalta ainda que o estudo não se limita aos itens da cesta básica. A chamada “cesta de alimentos” engloba todos os alimentos e bebidas comercializados, incluindo produtos não essenciais, como bolachas recheadas, achocolatados e bebidas alcoólicas.
Alimentos com maiores variações em 12 meses
Itens que ficaram mais baratos
- Arroz branco: −43,96%
- Feijão preto: −36,03%
- Laranja: −35,79%
- Coxa de frango: −28,85%
- Azeite de oliva: −28,39%
Itens que ficaram mais caros
- Chuchu: +74,13%
- Tomate: +54,53%
- Vagem: +51,51%
- Mamão: +37,42%
- Moranga: +32,29%






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