Estiagem se instala no RS e tende a se agravar no curto prazo
Chuvas abaixo da média e calor intenso aumentam o risco de escassez hídrica, principalmente na Metade Sul do Estado
Chuvas abaixo da média e calor intenso aumentam o risco de escassez hídrica, principalmente na Metade Sul do Estado A estiagem já está instalada em parte do Rio Grande do Sul e a tendência é de agravamento no curto prazo, conforme análise meteorológica. A combinação de precipitações irregulares, volumes abaixo da média histórica e temperaturas elevadas vem provocando perda acelerada de umidade no solo e ampliando o risco de escassez hídrica em diversas regiões.
A irregularidade das chuvas ao longo do verão já era prevista por especialistas, especialmente para áreas da Metade Sul do Estado, influenciada pelo resfriamento do Oceano Pacífico nos últimos meses. Mesmo com o fim oficial do fenômeno La Niña, os efeitos residuais na atmosfera ainda impactam o regime de chuvas, mantendo o cenário desfavorável.
Um reflexo desse quadro é observado em municípios da Campanha, como Bagé, onde a falta de precipitação levou à adoção de medidas preventivas no abastecimento de água. Situações semelhantes também começam a gerar preocupação entre produtores rurais, principalmente após a redução mais acentuada das chuvas a partir da segunda quinzena de janeiro.
Além da ausência de chuva, o calor intenso previsto para os próximos dias contribui para o agravamento da estiagem. Com máximas que podem ultrapassar os 35°C em grande parte do Estado, e se aproximar dos 40°C em alguns pontos, a evapotranspiração se intensifica, acelerando a perda de umidade do solo e comprometendo o desenvolvimento das lavouras e da vegetação.
A previsão indica que, mesmo com a passagem de uma frente fria no final da semana, os volumes de chuva devem ser baixos e mal distribuídos. As precipitações tendem a ocorrer de forma isolada, sem garantir reposição hídrica significativa na maioria das regiões.
Especialistas alertam que, caso o padrão de calor persistente e chuvas irregulares continue, o déficit hídrico poderá se aprofundar, afetando o abastecimento urbano, a produção agrícola e os recursos hídricos. A orientação é de uso consciente da água e atenção aos próximos boletins meteorológicos, enquanto se aguarda uma possível mudança mais consistente no padrão climático ao longo do restante do verão.






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