João Adolfo Guerreiro
JOÃO ADOLFO GUERREIRO | Os 20 anos da ASLIC
‘O que é raro, permanece’
João Adolfo Guerreiro
Ontem, estávamos onde tudo começou, naquele 6 de maio de 2006: na cafeteria do Solar Shopping, agora comemorando as duas décadas de existência da ASLIC. Éramos também dez há 20 anos, reunidos naquele mesmo local, respondendo à convocação veiculada nos jornais A Região e Portal de Notícias para discutir a formação de uma associação literária em Charqueadas.
Voltando ainda mais no tempo, a gênese daquele 6 de maio fora no ano anterior, 2005, em junho, quando da Conferência Municipal da Cultura. Pelo segmento de Literatura, na data marcada, compareceram cinco pessoas: este cronista que vos escreve, o jornalista e cronista Rodrigo Ramazzini, a poetisa Rosilane Rocha, a assessora parlamentar Sandra Cristina (gabinete vereadora Patrícia Ferreira) e seu namorado, Carlos. Ali propomos, dentre outras coisas, um sarau literário e a retomada da mostra literária, anuais. Era a segunda gestão de Jaime Guedes, sendo o secretário da Cultura Marco Antônio "Enéas" Castilho.
As cinco pessoas acima citadas passaram a se reunir no que denominaram G5 - Literatos de Charqueadas. Em setembro daquele ano o gabinete da Patrícia, pela Comissão de Cultura do Legislativo, realizou o I Sarau Literário de Charqueadas, com a poetisa Valda Tissot como patronesse. Depois disso, o G5 entendeu que o movimento crescera e que era chegado o momento de criar uma entidade representativa para os literatos e literatas charqueadenses. Daí chegamos a maio de 2006.
Naquele dia 6 decidimos criar a Associação de Literatura de Charqueadas - ASLIC, elegendo uma comissão provisória com a tarefa de, em até noventa dias, elaborar o estatuto e convocar a assembleia de fundação. Participaram da reunião dez pessoas: este cronista, Rodrigo, Valda, Rosilane, Marco Enéas, Jorge "Dudu" Jesus, Soní Araújo, Leda Lima e Alceu Guterres. Comissão eleita: Rodrigo (presidente), Valda (vice), Guterres (tesoureiro), Soní (suplente), João Guerreiro (secretário) e Dudu (suplente). Esta se reuniu pela primeira vez (com a ausência do presidente) em 15 de maio, na casa da poetisa Valda, a fim de iniciar suas tarefas.
No dia 29 de julho, às 16 horas, no Sindicato dos Municipários, aconteceu a assembleia de fundação. Sempre dobrando o número de presentes (cinco, dez...), contamos dessa vez com a presença de vinte literatos e literatas: Rodrigo, João, Enéas, Valda, Sandra, Patrícia, Rosilane, Soní, Guterres, Leda, Maria Evalina Diniz, Alberto André Pereira, Sara Lima, Ilsa Lima, Saldino Pires, Rejane Barczak, Joana Guerreiro (a caçula, de oito anos), Ivone Guerreiro, Gilmar Oliveira e Emilia Guerreiro. Entretanto, o dia 6 de maio de 2006 é que ficou marcado como o que criou a ASLIC.
Na noite passada comemos, bebemos e conversamos sobre isso tudo, na cafeteria do Solar. Apenas eu, de todo o pessoal mencionado acima, estava presente. Alguns faleceram (Valda e Soní), outros não mais atuam na área e alguns não vieram por motivos vários, eis que ainda aparecem no Sarau Literário. Das "antigas", como eu, estava o Daynor Lindner, o segundo presidente da ASLIC (o primeiro foi o Rodrigo). Também confraternizaram pelos vinte anos da ASLIC, da esquerda para a direita na foto acima: Henrique Severo, Jerônimo Diniz, João, Paula Nunes, José Fernando Mendes, Daynor, Amanda de Paula, Cláudio Costa, Carina Pahim e Inês Borne. Dez pessoas, como em 2006. Onze com a jovem Betina, de seis anos, que está na foto abaixo, ao fundo.
Novos tempos, outros tempos, outras pessoas e outras características literárias, acrescentando o acadêmico ao popular e o livro individual à mostra coletiva. Outras lideranças tomaram a frente, como a bibliotecária Carina, responsável pelo renascimento do Sarau, a professora Inês, pelo Clube do Livro, e o professor Mendes, organizador da coletânea Conteiros de Charqueadas e atual representante do segmento Literatura no Conselho Municipal de Cultura.
O passado dialoga construtivamente com o presente, pois "o que é raro, permanece" - Rosilane Rocha. Vida longa pra Literatura de Charqueadas, vida longa pra ASLIC.



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