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São Jerônimo, RS,08/04/2026

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Pets vivem mais e exigem cuidados especiais para envelhecer com qualidade de vida

Avanços na medicina veterinária ampliam a longevidade de cães e gatos e reforçam a importância de atenção redobrada na fase madura

Freepik / Reprodução
Pets vivem mais e exigem cuidados especiais para envelhecer com qualidade de vida Avanços na medicina veterinária ampliam a longevidade de cães e gatos e reforçam a importância de atenção redobrada na fase madura

Cães e gatos estão vivendo mais e, com isso, cresce a necessidade de garantir qualidade de vida durante o envelhecimento. O aumento da expectativa de vida dos pets está diretamente ligado aos avanços na medicina veterinária e ao cuidado mais atento por parte dos tutores.

A convivência prolongada com os animais permite acompanhar todas as fases da vida, da energia dos primeiros meses à tranquilidade da maturidade. No entanto, a longevidade traz novos desafios, especialmente relacionados ao bem-estar na fase idosa.

O envelhecimento é um processo natural e envolve mudanças progressivas no organismo. Entre as principais alterações estão a redução da massa muscular, mudanças no metabolismo, maior sensibilidade a processos inflamatórios e impactos no sistema cognitivo. Esses fatores podem influenciar a disposição, o comportamento e a interação do animal com o ambiente.

De acordo com a médica-veterinária Marcella Vilhena, nessa fase o organismo passa por adaptações importantes, como a diminuição da capacidade de regeneração celular e o aumento do estresse oxidativo, o que pode afetar diretamente a mobilidade, a cognição e o bem-estar.

Essas mudanças não significam, necessariamente, perda de qualidade de vida, mas indicam a necessidade de cuidados mais direcionados. O acompanhamento veterinário deve se tornar mais frequente, permitindo monitorar alterações, ajustar a rotina e identificar precocemente possíveis problemas.

Entre as medidas recomendadas estão a adaptação dos espaços, com ambientes mais acessíveis e confortáveis, além da manutenção de atividades físicas compatíveis com a condição do animal. Alterações no comportamento, na mobilidade ou na interação podem indicar a necessidade de ajustes no manejo diário.

A nutrição também assume papel fundamental nessa fase. Suplementos com ômega 3, especialmente ricos em DHA (ácido docosahexaenoico), podem contribuir para o suporte das funções neurológicas. Outros componentes, como vitamina E e selênio, auxiliam no combate ao estresse oxidativo, comum no envelhecimento.

A suplementação, quando orientada por médico-veterinário, pode integrar a rotina de cuidados, respeitando as necessidades individuais de cada animal. O acompanhamento regular é essencial para detectar precocemente alterações relacionadas à idade.

Mudanças na disposição ou no comportamento não devem ser vistas apenas como naturais do envelhecimento, mas como sinais que merecem atenção. Com cuidados contínuos e direcionados, é possível garantir que cães e gatos envelheçam com mais conforto e qualidade de vida.




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