João Adolfo Guerreiro
JOÃO ADOLFO GUERREIRO | Marielle, oito anos
Sua luta virou legado
Sua luta virou legado João Adolfo Guerreiro
Marielle Franco, socióloga e vereadora, morreu numa quarta-feira, 14 de março, há oito anos, assassinada. Nunca escutara seu nome antes desse dia, mas, pelo rádio do táxi que me conduzia do show da Katy Perry na Arena pra rodoviária de Porto Alegre, ouvi-o pela primeira vez.
- Olhaí, mataram uma vereadora no Rio - comentou o motorista
O STF recentemente (e finalmente) condenou os mandantes do crime onde também, como dano colateral, o motorista Anderson Gomes foi assassinado. O que estarrece e pasma é que entre os mandantes estão um membro do TCE RJ, um deputado federal e o então chefe de Polícia do RJ. Motivo da execução: a militância da vereadora do PSOL afetava os interesses e negócios ilegais destes, milicianos.
O fato revela que Rio de Janeiro está podre, com sua institucionalidade instrumentalizada de diversas maneiras por diferentes setores do crime organizado, do tráfico à milícia. É triste, mas é o Rio, é o Brasil. Precisou um governo de esquerda reassumir o Planalto pra que esse caso voltasse a ser investigado com rigor e celeridade. Não havia como ser diferente, dada a infiltração da criminalidade na própria polícia carioca.
Marielle virou mártir, viva e presente. Sua vida e sua luta, pelas quais tombou, tornaram-se legado. Seu nome não será esquecido.
Um bom findi pra todos. Cuidem-se, vacinem-se, vivam e fiquem com Deus.



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