TV JUSTIÇA | Julgamento de Jair Bolsonaro
STF inicia julgamento de Bolsonaro e aliados por tentativa de golpe
A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) inicia às 9h desta terça-feira (2) o julgamento que pode levar à condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro e de outros sete ex-integrantes de sua gestão, acusados de participação em uma trama golpista para anular o resultado das eleições de 2022 e impedir a posse do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
O processo, de autoria da Procuradoria-Geral da República (PGR), reserva oito sessões de análise, previstas para os dias 2, 3, 9, 10 e 12 de setembro. As penas podem ultrapassar 30 anos de prisão.
O julgamento
A primeira sessão será aberta pelo presidente da Primeira Turma, ministro Cristiano Zanin, e terá início com a leitura do relatório do relator Alexandre de Moraes, que resumirá as investigações, as provas e os argumentos finais das partes. Em seguida, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, apresentará a acusação, seguido pelas sustentações das defesas.
Compõem ainda a turma os ministros Cármen Lúcia, Luiz Fux e Flávio Dino. A votação deve ocorrer nas próximas sessões, sendo necessária maioria simples de três votos para condenar ou absolver os réus.
Réus e acusações
Além de Bolsonaro, respondem ao processo:
- Alexandre Ramagem (ex-diretor da Abin e atual deputado federal)
- Almir Garnier (ex-comandante da Marinha)
- Anderson Torres (ex-ministro da Justiça)
- Augusto Heleno (ex-ministro do GSI)
- Paulo Sérgio Nogueira (ex-ministro da Defesa)
- Walter Braga Netto (ex-ministro e candidato a vice de Bolsonaro em 2022)
- Mauro Cid (ex-ajudante de ordens da Presidência).
Eles são acusados de organização criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado e deterioração de patrimônio tombado.
Ramagem, por ser deputado, responde apenas a três dos crimes, conforme prevê a Constituição.
A denúncia da PGR cita a elaboração do plano “Punhal Verde e Amarelo”, que previa ações contra autoridades, incluindo o ministro Alexandre de Moraes, e a produção da chamada “minuta do golpe”, que poderia instaurar estado de defesa ou de sítio para manter Bolsonaro no poder.



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